Inadimplência pode ser uma grande dor de cabeça para empresas e organizações que dependem de pagamentos regulares de seus clientes ou parceiros. Em entrevista ao Jornal da Manhã, o advogado Wilander Victor Martins Oliveira contou que existem algumas estratégias que podem ser adotadas para prevenir prejuízos com as faltas de pagamentos.
Segundo o advogado Wilander, a primeira estratégia é verificar o histórico financeiro do interessado na compra antes de estabelecer um relacionamento comercial. “Em um primeiro contato, busque extrair o máximo de informações que puder, tais como endereços em que o cliente pode ser localizado, bens que possui e pode dar em garantia, formas de pagamento que utiliza em outras negociações. Verifique também o que consta a respeito do cliente nos órgãos de proteção ao crédito, seu histórico judicial, dentre outros mecanismos lícitos que podem ser utilizados”, explica.
O advogado reforça que, conhecendo a outra parte, é possível conhecer o nível de risco e também estipular formas de pagamento previamente. “Estimular o recebimento à vista, com realização dos serviços após a confirmação do pagamento é o método mais eficiente. Caso seja necessário o parcelamento, a princípio, incentivo a opção de cartão de crédito, pois o fornecedor já fica resguardado no momento da creditação. Recorde-se que as tarifas de parcelamento podem ser repassadas, desde que previamente informadas”, destaca Wilander Victor.
As tarifas cobradas pelas operadoras podem ser desestimulantes para ambas as partes. O especialista recomenda, como alternativa, que o fornecedor se certifique de estabelecer um pagamento inicial no maior valor possível. “Além de minorar o número de prestações, afinal, diante da volatilidade do mercado econômico, quanto mais tempo você leva para receber, menor fica o valor aquisitivo do dinheiro e maiores são as probabilidades de descumprimento”, aponta.
O advogado ressalta que medidas judiciais podem ser tomadas em desfavor de sujeitos inadimplentes, como as ações de cobranças, monitória e execução, porém a estratégia preventiva é mais eficiente. “A judicialização não é totalmente eficaz e, até mesmo quando é dada como procedente, o caminho para recebimento do débito é tortuoso e incerto”, explica Oliveira.
Mesmo tomando todas as precauções necessárias, se o cliente descumprir sua obrigação, o caminho judicial deve ser tomado. “Se ainda assim for necessário o ajuizamento de ações judiciais, certifique-se de auxiliar o seu advogado com o maior número possível de informações, especialmente de localidades, bens e ativos que você tenha conhecimento. A realização dessas medidas preventivas não irá zerar os riscos da inadimplência, entretanto, se utilizadas junto de uma estratégia clara e direcionada, suas chances de êxito serão potencializadas consideravelmente”, finaliza o advogado Wilander Victor Martins Oliveira.