Com o Carnaval no radar e aumento de circulação na cidade, Uberaba aparece com 5 casos prováveis de chikungunya em 2026, dos quais 2 já foram confirmados, conforme o painel estadual de arboviroses. Na dengue, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) atualizou nesta sexta-feira (13) o balanço local para 866 notificações e 2 casos confirmados. O município segue com zero registro de zika até o momento.
Os números acendem alerta devido ao período endêmico do mosquito Aedes aegypti. A SMS tem reforçado orientações preventivas neste período de Carnaval, quando aumentam as viagens e muitos imóveis ficam fechados, o que pode favorecer o acúmulo de água parada e o surgimento de criadouros. A recomendação é fazer uma vistoria completa antes de sair de casa, eliminando recipientes que possam reter água, limpando quintais e calhas, vedando ralos e mantendo caixas-d’água bem fechadas.
No cenário estadual, Minas Gerais confirmou nesta sexta-feira o primeiro caso de zika em 2026, registrado em gestante de Paracatu, a cerca de 380 km de Uberaba, conforme atualização do monitoramento de arboviroses. O Estado também acompanha dengue e chikungunya em um início de ano marcado por alta nas notificações em diferentes regiões.
Minas contabiliza 3.224 casos confirmados de dengue em 2026. Na última semana, foram confirmadas duas mortes pela doença, uma em Uberlândia e outra em Frutal. Para chikungunya, o painel estadual reúne 798 confirmações, sem mortes confirmadas até o fechamento do balanço.
Em Uberaba, o contraste com 2025 ajuda a dimensionar o início deste ano. Considerando as seis primeiras semanas epidemiológicas do ano passado, a cidade registrava 595 casos confirmados de dengue e 1 óbito confirmado, segundo o painel estadual. No mesmo recorte, eram 3 casos confirmados de chikungunya, sem mortes. Em 2026, até o momento, o painel indica 2 confirmações de dengue e 2 de chikungunya, com zero óbitos confirmados no município.
A orientação da rede de saúde é que, ao apresentar sintomas compatíveis com dengue, chikungunya ou zika, a pessoa procure uma unidade de saúde e evite automedicação, especialmente com anti-inflamatórios, já que o manejo clínico pode variar conforme o quadro e o risco de complicações.