
Entre os itens produzidos estão controles remotos, kits robóticos, vasos inteligentes, termômetros infravermelhos e oxímetros. (Foto/Divulgação)
Cigarros eletrônicos apreendidos pela Receita Federal foram usados por estudantes do Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM), em Uberaba, para criar protótipos de tecnologia com foco em sustentabilidade e impacto social.
A iniciativa integrou a Transformathon IFTM, competição em que equipes tiveram 45 dias para desenvolver soluções a partir de componentes retirados dos dispositivos. Entre os itens produzidos estão controles remotos, kits robóticos, vasos inteligentes, termômetros infravermelhos e oxímetros.
De acordo com informações do IFTM, os equipamentos usados nos projetos foram apreendidos pela Receita Federal e repassados ao instituto para atividades educativas. A proposta foi evitar o descarte direto e estimular o reaproveitamento de peças, especialmente baterias.
O projeto classificado em primeiro lugar utilizou módulos de bateria retirados dos vapes para substituir pilhas em equipamentos. A solução chamou atenção pelo aproveitamento de componentes que normalmente seriam descartados.
Outro destaque foi o Assobio, que ficou em segundo lugar. O dispositivo foi criado para auxiliar pessoas com dificuldade de fala e usa sensores, piteiras e módulos de bateria reaproveitados dos cigarros eletrônicos.
Segundo o estudante Felipe de Freitas, do curso de Análise e Desenvolvimento de Sistemas, a ideia teve inspiração na história de um amigo que perdeu a fala e parte dos movimentos após um acidente. O sistema converte sopros e sucções em comandos digitais, permitindo a seleção de palavras e frases por meio do fluxo de ar.
A diretora de Extensão e Cultura do IFTM, Lívia Gomes, informou à reportagem original que os participantes foram provocados a pensar em aplicações úteis para a sociedade a partir dos materiais disponíveis.
Para o reitor do IFTM, Marcelo Ponciano, a ação aproxima os estudantes de situações práticas e reforça a integração entre ensino, pesquisa e extensão, pilares da atuação do instituto.
*Com informações do g1 Triângulo