Com sensação de completo abandono, a comunidade pleiteia melhorias na infraestrutura do bairro, que não conta sequer com uma área de lazer para atender as crianças da região
Foto/Neto Talmeli
Morador deu início ao plantio de grama em área que passou por limpeza feita pela própria vizinhança
Moradores do Residencial Guilherme Borges estão indignados com a Prefeitura Municipal de Uberaba. Com sensação de completo abandono pelo governo, a comunidade pleiteia melhorias na infraestrutura do bairro, que não conta sequer com uma área de lazer para atender as crianças da região.
De acordo com a servente Leoni Martins Pimenta, há cerca de um mês, o seu irmão, Wellington Henrique Martins, começou o serviço de capina e de plantação de grama em um terreno perpendicular à rua 13, no intuito de construir uma área destinada ao lazer. “Já que a Prefeitura não faz, ele decidiu fazer, porque aqui nós temos muitas crianças que não têm onde brincar”, afirmou. Leoni ressalta que a infraestrutura precária do bairro também incomoda os moradores. “Nós não temos nada aqui, eles [a Prefeitura] desapropriaram e o pessoal que limpou ainda deixou o mato crescer. Com isso, marginais utilizam o espaço para consumir droga e esconder bandidos. É uma situação muito difícil a que vivemos aqui”, lamenta a moradora, que vive no bairro há quatro anos.
Em nota, a Secretaria de Comunicação explicou que a Prefeitura tem conhecimento da demanda dos moradores do Guilherme Borges, mas lembra que a execução de qualquer projeto requer disponibilidade financeira. Além disso, afirmou que o bairro está inserido dentro de todos os programas municipais e que, recentemente, foi atendido pelo programa “#multiação80”. Diante da forte crise financeira por que passa a cidade e o país, torna-se impossível a fixação de prazo para a execução do projeto, uma vez que áreas como Saúde e Educação estão sendo priorizadas.
No que tange à infraestrutura do bairro, ainda na nota, a PMU pontuou que foram implantados cerca de 3.900 metros de galerias, asfalto, meio-fio, arruamento e sinalização. Por fim, questionada sobre a atitude dos moradores na criação de áreas de lazer, a Prefeitura reforçou que não se furtará em atender a todas as reivindicações dentro da disponibilidade financeira e que qualquer ação dos moradores, dentro da legalidade, será respeitada.