Microcirurgia reconstruiu a planta do pé de paciente vítima de acidente com motocicleta; procedimento durou cerca de nove horas
Procedimento de alta complexidade voltou a ser realizado no HC-UFTM após mais de dez anos e reconstruiu a planta do pé de paciente vítima de acidente com motocicleta (Foto/Luana Cunha)
O Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), em Uberaba, voltou a realizar reconstrução por microcirurgia após mais de dez anos sem executar o procedimento na instituição. A cirurgia foi feita na última quarta-feira (13) para reconstruir a planta do pé de um paciente vítima de acidente com motocicleta.
O procedimento durou cerca de nove horas e mobilizou médicos e residentes das áreas de ortopedia e cirurgia plástica, além de equipe multiprofissional. A técnica exige o uso de microscópio para suturas em pequenos vasos sanguíneos.
Segundo Marco Aurélio Grecco, médico cirurgião de mão no HC-UFTM e professor da UFTM, a microcirurgia é considerada padrão ouro para esse tipo de lesão. “Essa técnica é considerada padrão ouro para esse tipo de lesão e fornece uma recuperação funcional mais rápida para o paciente”, explica.
A reconstrução microcirúrgica utiliza tecido retirado de outra parte do corpo, como pele, gordura e parte do músculo, para recompor áreas lesionadas. De acordo com Marco Aurélio, a técnica é usada principalmente em acidentes com grande comprometimento de pele e músculos, além de casos oncológicos.
No HC-UFTM, o procedimento foi realizado pela primeira vez na década de 1990, pelos cirurgiões plásticos Luiz Humberto Toyoso Chaem e Marco Túlio Rodrigues da Cunha. A retomada ocorre com a contratação de Rafael de Figueiredo, médico formado pela UFTM e especializado em cirurgia plástica pela Universidade de São Paulo (USP), onde também atuou como preceptor.
“Sempre foi um sonho meu voltar para esta cidade, poder trabalhar e me dedicar para a população daqui, com a bagagem que tive em São Paulo, onde fui treinado e habilitado para fazer a técnica de reconstrução microcirúrgica, dentre outras cirurgias plásticas reconstrutivas e estéticas também. É muito bom poder estar aqui e trazer esse procedimento de volta para a cidade”, comenta Rafael.
Segundo o cirurgião plástico, a técnica pode beneficiar pacientes vítimas de acidentes, pessoas em reconstrução oncológica e casos de feridas maiores. “A técnica pode ser usada para reconstruir membro inferior, face, mandíbula, sendo essas as principais indicações”, finaliza.