Nina aguardava desde abril por procedimento para retirada de tumores e teve consulta marcada para três dias após sua morte
(Foto/Reprodução)
A cadela Nina, que aguardava desde abril por uma cirurgia para retirada de tumores, morreu antes de conseguir passar pela consulta que havia sido marcada para esta quinta-feira (20). A protetora independente Alessandra Moreira de Oliveira informou à reportagem nesta segunda-feira (17) sobre a morte do animal, poucos dias depois de comunicar que o atendimento havia sido agendado. A Prefeitura foi questionada sobre a demora no atendimento e sobre a fila de procedimentos veterinários e respondeu que o caso seguia os critérios previstos no convênio com o Hospital Veterinário da Uniube (HVU).
Nina foi resgatada em abril e permanecia sob os cuidados da protetora enquanto aguardava o procedimento pela rede conveniada da Superintendência de Bem-Estar Animal (SBEA). No dia 9 de agosto, o Jornal da Manhã publicou reportagem sobre o caso, quando Alessandra relatou que ainda não havia recebido uma previsão para a cirurgia e havia iniciado uma campanha para tentar custear o procedimento por conta própria.
Na ocasião, a Prefeitura informou que o protocolo referente ao animal estava registrado e aguardava atendimento conforme os critérios técnicos, a ordem das demandas e a disponibilidade prevista no convênio com o HVU.
Cinco dias depois da publicação, em 12 de agosto, a protetora voltou a procurar a reportagem para informar que a consulta de Nina havia sido marcada. O atendimento estava previsto para esta quinta-feira (20).
Nesta segunda-feira (17), porém, Alessandra comunicou que a cadela morreu antes da consulta.
Diante da morte do animal, a protetora solicitou que outro cachorro que também aguarda por procedimento cirúrgico, Davi, fosse chamado para ocupar a vaga que seria destinada a Nina.
Em resposta à protetora, a Superintendência de Bem-Estar Animal informou que “os animais são atendidos na ordem de solicitação de demandas, critérios e complexidades. O próximo da demanda vai ser atendido no lugar”.
SBEA explica como funciona a fila
Em nota enviada ao JM, a SBEA reiterou que os atendimentos realizados por meio do convênio com o HVU seguem o fluxo regulamentado pela Portaria Interna nº 01/2025. Segundo a Superintendência, são considerados os critérios técnicos, a ordem das demandas, a complexidade dos casos e a disponibilidade contratual.
A normativa estabelece prioridade, inicialmente, para animais errantes, sem tutores ou protetores. Depois, são considerados animais de tutores inscritos no CadÚnico, de organizações não governamentais (ONGs) e, por fim, de tutores ou protetores independentes, além dos demais critérios previstos.
No caso de Nina, a SBEA informou que, após o registro do protocolo, a demanda foi inserida no fluxo de atendimento e a consulta foi agendada para o dia 20 de agosto, conforme a disponibilidade do convênio.
Com o falecimento da cadela antes da consulta, a vaga será destinada ao próximo animal da fila, observando a ordem das demandas, os critérios de prioridade e a complexidade de cada caso.
Sobre Davi, a Superintendência esclareceu que o cachorro seguirá o fluxo regular de atendimento e os critérios estabelecidos pelo convênio. Segundo a SBEA, não há substituição automática de um animal por outro.
Nina aguardava desde abril
Na reportagem publicada pelo JM em 9 de agosto, a Prefeitura havia informado que o convênio com o HVU seguia os critérios definidos pela Portaria Interna nº 01/2025.
Segundo a administração municipal, a ordem de prioridade começa pelos animais errantes, sem tutores ou protetores. Em seguida, são atendidos animais de tutores inscritos no CadÚnico, de ONGs e, por fim, de tutores ou protetores independentes.
Nina estava nessa última categoria, sob os cuidados de Alessandra desde o resgate.
Enquanto aguardava o atendimento pela rede conveniada, a protetora havia iniciado uma campanha para arrecadar recursos e tentar realizar a cirurgia de forma particular. Na ocasião, relatou que buscava uma alternativa para acelerar o tratamento da cadela, que apresentava tumores na região abdominal.
Com a morte do animal, o pedido de Alessandra passou a ser para que outro caso pudesse ocupar a vaga. A SBEA informou que o próximo animal será atendido conforme a ordem da fila e os critérios estabelecidos pelo convênio.