OBRA SEM FIM

Obras da Artur Machado avançam para sexto mês e comerciantes reclamam de prejuízos

Lojistas questionam ritmo dos trabalhos e impacto das interdições no movimento do comércio do Centro

Débora Meira
Publicado em 18/08/2026 às 08:30
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Comerciantes de estabelecimentos próximos à rua Artur Machado, no Centro de Uberaba, reclamam da demora na execução das obras de revitalização da via e afirmam que as interdições têm prejudicado o movimento das lojas. Segundo os lojistas, a dificuldade de acesso e a ausência de circulação de veículos têm provocado transtornos para os estabelecimentos que dependem do fluxo de clientes. 

Um proprietário ouvido pelo Jornal da Manhã questiona o ritmo dos trabalhos e afirma que a intervenção já se estende há meses. “Eles fecharam a rua e não estão trabalhando, não pode entrar carro. Nós estamos sofrendo aqui. Já tem quatro meses que interditaram aqui e não termina, já está entrando no segundo quarteirão, já está entrando o sexto mês e quer entregar até o final do ano, não sei não”, relata. 

A revitalização da rua Artur Machado faz parte do programa Desenvolve Uberaba e prevê intervenções na pavimentação, calçadas, drenagem, acessibilidade, iluminação pública e instalação de infraestrutura subterrânea. O investimento informado pela Prefeitura é de aproximadamente R$ 3,7 milhões. 

A obra também tem provocado alterações sucessivas no trânsito da região central. Desde segunda-feira (10), por exemplo, o cruzamento da Artur Machado com a rua Lauro Borges está interditado para o avanço dos serviços. A rua Lauro Borges também foi bloqueada a partir da rua Segismundo Mendes, enquanto a rua Quintiliano Jardim passou a ter acesso restrito após o cruzamento com a Artur Machado.  

A Prefeitura informou que, nesses trechos, é permitido apenas o trânsito local para acesso a residências e estabelecimentos comerciais. Também houve interdição temporária do cruzamento da Artur Machado com a rua Dr. Antônio da Costa para execução da travessia da rede subterrânea de iluminação. 

A demora já havia sido reconhecida pela Prefeitura. Em julho, a prefeita Elisa Araújo afirmou que o cronograma da revitalização precisou ser readequado em razão de imprevistos encontrados durante a execução dos serviços. 

Entre os problemas apontados pela administração estão intervenções não previstas na drenagem pluvial e a identificação de estruturas subterrâneas que exigiram adequações técnicas. 

A prefeita também reconheceu os transtornos provocados pela intervenção e afirmou manter contato com comerciantes da Artur Machado. 

Em novo boletim de acompanhamento divulgado na sexta-feira (14), a Prefeitura informou que seguem em execução a construção do piso intertravado e das calçadas, a instalação das caixas de distribuição de energia, a implantação da infraestrutura para a rede de baixa tensão e a terraplenagem do cruzamento da Lauro Borges com a Artur Machado. 

Segundo o Município, 95% do piso intertravado da pista de rolamento do primeiro quarteirão já foi concluído. O mesmo percentual é informado para o piso das calçadas e para a iluminação pública do primeiro quarteirão.

Também foi concluída a instalação das caixas de distribuição de energia para os clientes no lado esquerdo do terceiro e do quarto quarteirões. 

Entre as próximas etapas estão o calçamento do cruzamento da Lauro Borges com a Artur Machado, que continuará com o tráfego interditado, a instalação das caixas de distribuição de energia elétrica e a execução da infraestrutura da rede de média tensão enterrada. 

Apesar da reclamação dos comerciantes sobre o ritmo dos serviços, a Prefeitura mantém a previsão anunciada anteriormente de concluir a revitalização antes do período de vendas de Natal. 

As obras da Artur Machado também interferem na reorganização do comércio popular do Centro. Os 27 permissionários do Camelódromo estão sendo transferidos para um imóvel provisório na própria rua Artur Machado, enquanto o espaço atual, na avenida Doutor Fidélis Reis, será reformado para implantação da futura Rua do Comércio.  

A Prefeitura informou que os permissionários deverão permanecer no endereço provisório durante a execução da obra do Camelódromo. A administração ainda discute o modelo definitivo da Rua do Comércio e não definiu todos os critérios para permanência dos comerciantes na nova estrutura. 

A previsão informada pelo Município é de que a futura Rua do Comércio tenha 38 contêineres, além de praça de alimentação, áreas de convivência, arborização, espaços de sombreamento e estrutura de acessibilidade.

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