ANIMAL ENCONTRADO

Após resposta “não recolhemos animais”, Prefeitura admite falha e adverte servidor em Uberaba

Vistoria realizada após denúncia divulgada pelo JM encontrou dois cães no imóvel; animais estavam saudáveis, mas caso foi encaminhado à Polícia Civil e à assistência social

Sarah Parro
Publicado em 25/06/2026 às 18:59Atualizado em 25/06/2026 às 19:05
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(Imagem/Leitor)

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 A Superintendência de Bem-Estar Animal de Uberaba admitiu falha no atendimento ao morador que denunciou um possível caso de maus-tratos e recebeu como resposta apenas a informação de que a Prefeitura “não recolhe animais”. O servidor responsável pela mensagem foi advertido e orientado por não seguir o protocolo padrão.

A manifestação ocorreu após o caso ser divulgado pelo . Na manhã desta quinta-feira (25), uma equipe municipal foi ao imóvel, localizado na rua Dom Luiz Maria de Santana, e encontrou dois cães no local, e não apenas um, como apontava a denúncia inicial.

A vistoria foi acompanhada por uma médica-veterinária da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e por agentes da Guarda Civil Municipal. Segundo a Superintendência, os cães apresentavam boas condições de saúde e tinham acesso a água, alimentação e abrigo contra a chuva.

Apesar disso, a equipe identificou uma situação de vulnerabilidade social no imóvel. O tutor dos animais não foi localizado e o caso foi encaminhado à Polícia Civil e à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social.

A nota enviada pela Prefeitura, no entanto, não esclarece se os cães permaneceram no local, se serão acompanhados pelo município ou se novas vistorias estão previstas. Também não informa quais medidas serão adotadas caso o tutor continue sem ser localizado.

O caso chegou ao JM depois que um morador denunciou que um cachorro estaria em um imóvel aparentemente abandonado, em meio a entulhos e exposto à chuva e ao frio. Ao procurar o WhatsApp oficial da Superintendência, recebeu apenas a resposta de que a Prefeitura “não recolhe animais”, sem orientação ou informação sobre eventual fiscalização. A denúncia inicial e a resposta enviada pelo órgão podem ser conferidas na matéria publicada nesta quarta-feira.

Polícia não havia localizado os animais

Ainda na quarta-feira, o Jornal da Manhã acionou o delegado da Delegacia Especializada em Crimes Ambientais, Elinton Feitosa. Ele orientou que a Polícia Militar fosse chamada imediatamente diante da possibilidade de uma situação de flagrante.

A PM esteve no endereço, mas informou que não encontrou nenhum cachorro no imóvel. Uma equipe da Delegacia de Meio Ambiente também realizou diligência e não localizou o animal mostrado na imagem enviada pelo denunciante.

Naquele momento, segundo o delegado, não havia elementos suficientes para confirmar crime de maus-tratos. Uma das hipóteses era de que o cachorro pudesse ter entrado no imóvel por uma grade aberta ou fosse um animal comunitário.

Elinton Feitosa explicou que, mesmo quando não há indícios suficientes de crime, uma eventual necessidade de socorro deve ser avaliada pelos órgãos públicos.

“Afastada a situação de conduta criminosa, resta apenas a possibilidade de socorro do animal, o que poderia ser realizado pelos Bombeiros, Superintendência do Bem-Estar Animal, Polícia Militar, Guarda Civil Municipal ou qualquer outro que verificasse o estado de necessidade”, esclareceu.

O episódio expôs uma falha justamente na porta de entrada da denúncia: embora o município não faça o recolhimento automático de todo animal encontrado, caberia ao canal oficial registrar o relato, orientar o cidadão e encaminhar o caso para averiguação, como acabou ocorrendo após a repercussão.


 

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