Na última terça-feira (13), os servidores votaram em assembleia pela aceitação da proposta apresentada pelo governo no dia 8 de outubro e pela suspensão da greve
Foto/Neto Talmeli
Servidores das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) esperam assinatura de documento para encerrar greve. Na última terça-feira (13), os servidores votaram em assembleia pela aceitação da proposta apresentada pelo governo no dia 8 de outubro e pela suspensão da greve – deflagrada por tempo indeterminado no dia 27 de julho. Porém, os servidores disseram que somente voltariam ao trabalho depois do acordo assinado pela administração pública, se comprometendo a cumprir os itens da proposta.
“Estamos esperando por isso, não é um posicionamento radical, os servidores apenas não vão retornar ao trabalho sem um compromisso concreto do governo estadual, sustentando o que ele propôs. Entre as medidas, o governo disse que vai oferecer um reajuste de 16% para os analistas e 5% para os técnicos”, explica a diretora do Sind-UTE, Maria Helena Gabriel.
Além disso, os servidores constituíram uma comissão que será responsável pelas negociações junto ao governo, formada por quatro trabalhadores (dois analistas e dois técnicos), um representante da direção estadual, outro da assessoria jurídica e mais um do Dieese. “A comissão vai trabalhar para que sejam atendidas as solicitações da categoria. Então, de alguma forma as negociações continuam, a pauta de reivindicações é grande e, mesmo retornando ao trabalho, a categoria ainda vai negociar com a administração”, afirma.
Maria Helena destaca que com este movimento os servidores das superintendências saíram da invisibilidade. Já são quase 80 dias de greve, que geraram impacto nas atividades das superintendências. “Inclusive já estamos passando por problemas, pessoas que foram contratadas durante o período de greve não receberam; questões ligadas à merenda escolar que estão gerando problemas em várias regiões, pois a autorização vem das superintendências; e também profissionais que estão esperando pela liberação da aposentadoria, que ainda não veio devido a esta situação. O que para nós é uma lástima, uma situação que o governo não deveria ter deixado acontecer”, destaca a diretora do Sind-UTE, Maria Helena.
O governo do Estado, por sua vez, ressalta que representantes das secretarias de Estado de Governo e de Educação mantêm diálogos frequentes junto a dirigentes do Sindicato Único dos Trabalhadores da Educação e das Superintendências Regionais de Ensino com o objetivo de discutir as demandas dos servidores.