Balanço divulgado pela Fundação Procon indica que, até o início de dezembro, mais de 10 mil demandas foram apresentadas
Foto/Arquivo JM
Leonardo Sivieri, presidente da Fundação Procon, diz que são muitos os motivos de reclamação para o setor financeiro
Assuntos financeiros continuam no topo da lista de reclamações do Procon. A Fundação Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de Uberaba divulgou nesta semana o balanço geral de todos os atendimentos realizados pelo órgão desde o primeiro dia de 2015 e, conforme os dados, quase 35% dos atendimentos são referentes a assuntos financeiros.
Até o início de dezembro foram atendidas 10.389 demandas de consumidores uberabenses. Destas, um total de 3.607 foi referente a assuntos financeiros, perfazendo 34,72% do total. “Hoje o Procon é procurado devido à seriedade e credibilidade do órgão, os números falam por si só. Quanto ao setor financeiro ser o que mais gerou reclamação, ainda mais neste período de crise econômica, as pessoas buscaram o órgão por diversos motivos, como, por exemplo, para a revisão de contratos”, explica o presidente do Procon, Leonardo Sivieri.
Além disso, vale ressaltar que esse tipo de reclamação inclui muitos temas, desde negociação de débito até informações sobre nome negativado, dúvidas sobre processos pendentes em bancos, empréstimos pessoais, cobranças indevidas, financiamentos, enfim, é uma das áreas em que existem mais dúvidas para os consumidores. “É um setor delicado, mas estamos conseguindo resolver muitos problemas do consumidor e isso é bom”, diz.
Assim, se este é o serviço que mais gera reclamações, é necessário mais orientação. Segundo Leonardo, o Procon também trabalha de forma preventiva.
De acordo com ele, neste ano começou uma ação nas instituições financeiras em geral com palestras, demonstrando o que pode ou não ser feito conforme o Código de Defesa do Consumidor, uma vez que, para o órgão, é muito mais interessante conscientizar para que não haja o problema.
Ainda sobre o ranking de reclamações, em segundo lugar estão os serviços essenciais, que somaram 2.351 atendimentos, representando 22,63% do total. Estes incluem demandas sobre água, luz, gás, telefonia fixa e móvel, bem como transporte pessoal e coletivo. O terceiro assunto mais atendido pelo Procon este ano diz respeito a informações sobre produtos: foram 2.185 demandas, 21,03% do total. “Vale lembrar ainda que um outro destaque do ano, envolvendo as ações do Procon, é quanto à precificação em supermercados”, lembra o presidente.