Serviços de fiscalização do MTU estão suspensos por tempo indeterminado e o atendimento à população está reduzido a cerca de 20%
Serviços de fiscalização do Ministério do Trabalho em Uberaba estão suspensos por tempo indeterminado e o atendimento à população está reduzido a cerca de 20% na Gerência Regional. A situação é resultado da paralisação dos auditores fiscais, que na última segunda-feira (22) aderiram à greve nacional da categoria, iniciada em agosto de 2015.
Continuam sendo realizados apenas os procedimentos administrativos. A decisão dos auditores fiscais do município de aderirem à paralisação nacional ocorreu após visita de delegados regionais do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais do Trabalho (Sinait) à Gerência Regional do Trabalho em Uberaba, no último dia 16.
Embora o governo tenha fechado acordo com várias categorias no ano passado, os auditores fiscais afirmam que sua pauta de valorização da carreira não foi atendida. Segundo o Sinait, além do reajuste salarial, os auditores querem a implementação da Lei Orgânica do Fisco, que estabelece condições e prerrogativas necessárias para que o auditor desempenhe suas funções e atenda aos trabalhadores.
A categoria também se queixa da falta de profissionais. Em todo o país há 2.500 auditores para atender um público formado por mais de 50 milhões de empregados formais. Em Uberaba, a situação é ainda mais precária, visto que apenas quatro fiscais de campo e dois internos atendem Uberaba e ainda outras 25 cidades da região. A defasagem gera acúmulo de serviço e sobrecarrega os profissionais.
Outro problema é a precariedade do transporte dos auditores que precisam se deslocar para realizar as fiscalizações em campo, bem como da infraestrutura. Conforme balanço do sindicato, pelo menos 12 sedes regionais do Ministério do Trabalho e Emprego já foram interditadas por oferecer risco à segurança de servidores e trabalhadores.