CIDADE

Aumento de mensalidades reduz matrículas em escolas particulares

Normalmente, as rematrículas nas escolas particulares são feitas em outubro e muitos pais sentiram no bolso esse aumento. Tanto é que o volume está bem menor do que em 2015

Geórgia Santos
Publicado em 25/12/2016 às 10:47Atualizado em 16/12/2022 às 16:01
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Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Triângulo Mineiro (Sinep/TM) percebe queda no número de rematrículas após reajuste nas mensalidades. Normalmente, as rematrículas nas escolas particulares são realizadas em outubro e muitos pais sentiram no bolso esse aumento. Tanto é que o volume está bem menor do que em 2015, neste mesmo período.

Conforme o Sinep/TM, o reajuste nas mensalidades das escolas particulares de ciclo básico – ensinos Infantil, Fundamental e Médio – em Uberaba é de 8% e 12% a partir de 2017. De acordo com a presidente da entidade, Átila Rodrigues, o aumento segue a planilha de custos do setor.

As instituições que aplicaram reajuste de 10% a 12% são aquelas que terão demanda maior da educação inclusiva, e é proibido cobrar mensalidades diferentes do aluno portador de necessidades especiais. As demais, em que o reajuste foi menor – entre as escolas vinculadas ao sindicato, o índice aplicado, em média, foi de 9% a 10% –, provavelmente não possuem essa demanda.

Quando foram realizadas as rematrículas em outubro, os pais provavelmente sentiram o peso desse reajuste no bolso, pois o volume da rematrícula está aquém do que foi registrado em anos anteriores. Segundo Átila Rodrigues, normalmente, na primeira quinzena do mês de dezembro, cerca de 90% dos alunos já haviam realizado a rematrícula. Este ano o índice é um pouco diferente, apenas 50% dos alunos, em média, realizaram a rematrícula. Mas isso não quer dizer, necessariamente, que os alunos que ainda não a fizeram não vão rematricular. Pode ser que os pais estão enfrentando dificuldades e deixarão a rematrícula para o início do ano que vem.

“Essa situação realmente ficou acentuada para 2017. Existe uma expectativa do crescimento de atendimento da educação inclusiva e a escola é obrigada a atender esse aluno sem cobrar separadamente. A manutenção desse aluno se torna um custo para a escola e tem que ser dividido entre o número de alunos pagantes. Por isso, essa regra, forçosamente, sobe o nível de reajuste”, explica a presidente do sindicato.

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