A falta desse alimento tão importante para recém-nascidos internados em UTI fez com que fosse substituído por leite em pó
Secretaria de Saúde prevê que Banco de Leite Humano volte a funcionar em um prazo de 20 dias. O local foi fechado pela Vigilância Sanitária da Superintendência Regional de Saúde, no dia 8 de agosto, e na ocasião foram feitas algumas exigências. A reabertura do local está condicionada ao cumprimento das solicitações. Mesmo acreditando que são medidas que estão fora do padrão da lei Estadual e Federal, a secretaria garante que todas estão sendo cumpridas e em breve o banco de leite voltará funcionar.
Conforme informações que chegaram ao Jornal da Manhã, há alguns meses o leite repassado pelo município para maternidades não está sendo mais entregue. A falta desse alimento tão importante para recém-nascidos internados em UTI fez com que fosse substituído por leite em pó, apesar de não ter o mesmo valor nutricional. A suspensão do fornecimento aconteceu devido a uma inspeção da Vigilância Sanitária Estadual, determinando a compra de equipamentos novos, insumos, realização de manutenção corretiva e preventiva nos equipamentos, atualização de manuais técnicos, entre outras exigências que a secretaria garante que foram seguidas.
O assunto repercutiu na Câmara de Vereadores. O vereador Marcelo Machado Borges usou a Tribuna Livre da Câmara para expor seu posicionamento sobre a situação encontrada no local. Segundo ele, o aparelho de ar-condicionado e o termômetro estavam estragados, enquanto a máquina de purificar o leite se encontrava enferrujada, dentre outros problemas. “Estou cobrando da Secretaria de Saúde a reabertura do local, uma vez que as mães que não podem amamentar precisam desse leite para alimentar seus filhos”, salientou o vereador.
Contudo, em outra inspeção sanitária, em 12 de setembro, segundo informações repassadas pela assessoria de imprensa da Secretaria de Saúde, foi observada uma arbitrariedade nas exigências, em que foram requisitados itens que não estão presentes em nenhuma legislação regulamentadora do funcionamento de Banco de Leite Humano, como, por exemplo, elaboração de protocolo de validação de meio de cultura e controle ambiental por Termo-Higrômetro. Em consulta aos centros de referência dos BLH de Minas Gerais e nacionais, esses controles não são realizados.
“Fazemos manutenção de rotina e exigiram medidas que não estão impostas na norma Federal e Estadual, o que está gerando um grande prejuízo aos nossos usuários. São cerca de 50 crianças recém-nascidas, que estão internadas em UTIs atendidas pelo banco. Portanto, estamos seguindo as orientações dentro do que é possível, além do que é exigido por lei. Estamos fazendo a adequação a partir das orientações da referência técnica do Estado, a coordenadora estadual da Maternidade, Odete Valadares, de Belo Horizonte, e depois vamos tentar negociar com a superintendência, que está sendo um tanto quanto arbitrária”, explica Valéria Calil, apoio técnico da Secretaria de Saúde.
Portanto, segundo Valéria, a previsão é de que o Banco de Leite volte a funcionar no prazo de 15 a 20 dias. No entanto, a secretária garante que está se mobilizando para retomar o atendimento o mais rápido possível.