Hospital Beneficência Portuguesa consegue se reerguer e contrata grupo de ginecologistas. Por pouco o hospital não fecha as portas por falta de profissionais. Foi cogitada a possibilidade de finalizar as atividades no Pronto Atendimento, entretanto, com a ajuda de parceiros foi possível formar um grupo de médicos, principalmente ginecologistas. O hospital trabalha com uma cooperativa de médicos e o contrato é vinculado à prefeitura. Diante das medidas de contenção de gastos, adotada pela administração municipal, a equipe de médicos do Hospital Beneficência Portuguesa teria de ficar por mais um ano sem reajuste salarial, passando para seis anos sem aumento. Vários profissionais não aceitaram, deram um prazo para que fosse formada uma nova equipe, e pediram demissão. De acordo com a gestora do Hospital Beneficência Portuguesa, Raquel dos Santos Anjo, foi possível superar o problema e a situação do hospital agora é estável. “Conseguimos fechar as escalas, vieram profissionais de outros municípios e já está tudo estruturado. Desde o início da semana passada as atividades estão em pleno funcionamento e já nasceram mais de 20 bebês. Sendo assim, a população pode ficar tranquila, pois o hospital não corre mais o risco de fechar as portas”, garante Raquel. Atualmente, o hospital trabalha com sete ginecologistas, seis anestesistas e seis pediatras. Segundo Raquel, só foi possível formar o grupo com ajuda dos parceiros, “a Prefeitura também se envolveu para ajudar a encontrar médicos na região para dar estabilidade à situação; e alguns deputados também se prontificaram e buscaram profissionais em todo o estado de Minas Gerais”, afirma a gestora. Depois de passar o susto, Raquel avalia que ficaram alguns aprendizados e também surgiram propostas novas. “Estamos oferecendo o exame de ultrassonografia mais barato para a população, no valor de R$50; na crise também há crescimento, pois surgem novas ideias e parceiros”, afirma. (GS)