SEM DEMANDA

ETE Santa Marta está pronta há quase um ano, mas segue sem operar em Uberaba

Codau afirma que estação depende da ocupação de loteamentos próximos para gerar volume de esgoto

Débora Meira
Publicado em 07/05/2026 às 11:04
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Mesmo com a obra concluída em julho de 2025, a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Compacta Santa Marta, em Uberaba, segue sem entrar em operação. A informação foi confirmada pela Codau ao Jornal da Manhã. O funcionamento da estação volta à tona após vigilante no local questionar as condições de trabalho. Segundo a Codau, a estação foi criada para atender empreendimentos imobiliários próximos, que não se concretizaram ainda. 

Segundo a autarquia, a unidade está pronta para funcionar, mas permanece inativa por falta de demanda. “A estrutura da ETE já foi concluída e está apta para funcionamento. No entanto, a unidade ainda não entrou em operação porque, neste momento, não há volume de esgoto a ser tratado”, informa. 

A Codau acrescenta ainda que a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Compacta Santa Marta está apta para operar com o esgoto dos loteamentos Dona Vera e Santa Marta desde o dia 22 de julho de 2025. Os empreendimentos, no entanto, ainda estão em fase de implantação. “O início de sua operação está condicionado a estes empreendimentos e à efetiva geração de esgoto”, acrescenta a Codau. 

A ETE integra um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) firmado entre o Ministério Público de Minas Gerais, a Codau e um consórcio de empreendedores. Apesar disso, a estrutura permanece sem uso. 

O cenário contrasta com previsões anteriores. Em 2024, a expectativa era de que as estações compactas entrassem em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2025, como parte de uma estratégia emergencial para acompanhar a expansão imobiliária da cidade. 

Na prática, porém, a ETE Santa Marta segue parada, à espera da ocupação dos loteamentos que devem gerar a demanda necessária para sua operação. 

A situação ganhou repercussão após uma denúncia recente envolvendo o local. Um vigilante que atua na unidade relatou à Polícia Militar falta de condições básicas de trabalho, como ausência de água potável, energia elétrica e estrutura adequada. 

Em resposta, a Codau reiterou que a unidade ainda não opera e que mantém no local apenas serviço de vigilância terceirizada. A autarquia também sustenta que fornece estrutura mínima para os trabalhadores e que realiza fiscalização contínua, sem ter identificado as irregularidades apontadas.

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