Dê, espera que a Caixa Econômica Federal faça, até maio, a contratação de nova empresa para concluir o conjunto habitacional. (Foto/Arquivo JM)
Com viabilidade técnica e econômica confirmada para a retomada das obras do Alfredo Freire 4, o presidente da Cohagra (Companhia Habitacional do Vale do Rio Grande), Gledston Moreli, o Dê, espera que a Caixa Econômica Federal faça, até maio, a contratação de nova empresa para concluir o conjunto habitacional.
Em entrevista à Rádio JM, Moreli assegurou que está descartada a possibilidade de demolição das casas, uma vez que foi garantida a segurança na infraestrutura e no saneamento das obras.
Com isso, o presidente da Cohagra ressaltou que agora cabe à Caixa Econômica Federal dar encaminhamento às ações para selecionar a construtora para finalizar a obra do Alfredo Freite 4. “A Caixa até nos pediu um prazo para que a até maio possa ser feita a contratação da empresa que fará a reforma para que possamos entregar aqueles imóveis”, afirmou. Ressaltou que está acompanhando a situação junto ao banco para evitar postergação nos trâmites de retomada da construção.
A obra está na lista de empreendimentos a serem contemplados com recursos do novo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). O loteamento Alfredo Freire 4 foi lançado em 2016, no entanto, a empresa abandonou a obra. Outra construtora assumiu o serviço e, também, desistiu do contrato. Desde então, a construção segue parada.
A coluna FALANDO SÉRIO, assinada pelo jornalista Wellington Cardoso Ramos, informou que foi arquivado o inquérito civil público que apurava a eventual ocorrência de improbidade administrativa no imbróglio que envolve o loteamento Alfredo Freire 4. Decisão tomada pelo promotor Carlos Valera resulta de parecer da 5ª Câmara de Coordenação e Revisão do Ministério Público Federal (MPF).
A partir de quesitos formulados pelo Ministério Público (MP) para embasar perícia técnica, relatório da 5ª Câmara afirma, de forma pormenorizada, que, “em que pese os danos verificados e o real prejuízo sofrido pela população”, não há que se falar em configuração de atos de improbidade administrativa no episódio.
A Caixa Econômica Federal (órgão financiador) e as empreiteiras El Global, Desk Empreendimentos Imobiliários e Resecon, que renunciaram aos contratos de implantação do conjunto, ficam livres do inquérito. E estão sendo notificadas disso pelo Ministério Público.
Na 2ª Vara Federal, contudo, prossegue a ação civil pública assinada em conjunto pelo promotor Carlos Valera e o procurador da República Thales Cardoso, visando a retomada das obras de recuperação e finalização do Alfredo Freire 4, aguardadas por mais de 500 famílias.