Neto Talmeli
Antônio Carlos Barbosa, diretor do Departamento de Zoonoses da Prefeitura, diz que o trabalho dentro das casas é importante porque é lá que estão os focos
O vilão do verão, que acaba de chegar, tem nome e sobrenome: Aedes aegypti. A combinação de calor e chuva, previstos para os próximos meses, tende a agravar o problema, por aumentar o número de reservatórios potenciais para a proliferação do mosquito.
Em Uberaba, as equipes do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) continuam trabalhando com base no último Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), divulgado no início de novembro. O levantamento trouxe índice de infestação predial de 1,6% na cidade. “O LIRAa mostrou que precisamos fazer o tratamento focal, que são as visitas de casa em casa, porque o mosquito está dentro das residências”, explica o diretor do departamento, Antônio Carlos Barbosa.
Embasados no LIRAa, as equipes priorizaram o trabalho na área central de Uberaba, nos bairros Vila Maria Helena, Abadia, Cartafina e Orlando Costa Teles. “Terminando a cidade, na última semana do ano retornaremos aos locais que ficaram fechados para reforçar o trabalho”, salienta o diretor.
Apesar disso, Antônio Carlos afirma que as equipes ainda sentem dificuldade em entrar em algumas residências, como na região do bairro Universitário. “Mas, estaremos fazendo as visitas, tentando achar o maior número de residências abertas. No restante da cidade, daremos andamento ao trabalho de visitação nas casas e nos ferros-velhos, recolhendo os pneus”, destaca o diretor de Zoonoses. Conforme o diretor, neste momento ainda não há necessidade de dar início aos mutirões de limpeza. “Temos que tratar esses depósitos que contêm água, para não virar um foco do Aedes”, reforça.
Diretor alerta para a necessidade de pedir a identificação dos agentes. Sobre a receptividade da população com os agentes de endemias de Uberaba, o diretor do Centro de Controle de Zoonoses (CCZ), Antônio Carlos Barbosa, voltou a falar sobre a importância de identificá-los antes da liberação nas residências. “O agente de zoonoses está uniformizado com a nossa bolsa/mochila amarela e com o crachá de identificação. Mesmo assim, se houver dúvidas, basta ligar no 3315-4173 ou 3316-4660 para se informar”, ressalta Antônio Carlos.
O diretor do CCZ argumenta que as equipes estão em situação de alerta e, por isso, destaca a necessidade de envolvimento de todos. “Nós já estamos em reunião com o pessoal da Secretaria de Educação, da Infraestrutura e de outros segmentos da sociedade, como associações e presidentes de bairro, para que haja um envolvimento da comunidade, com o departamento, para não deixarmos a população sofrer com a epidemia”, completa.