Codau não deve fazer, neste momento, distribuição de água com caminhões-pipa para os bairros em geral. Segundo o presidente da autarquia, Luiz Guaritá Neto, não é possível atender a todos os consumidores de água de Uberaba, para isso seria preciso ter milhares de caminhões para atender de forma igualitária a toda população que está tendo problemas com a falta de água. Por isso, neste momento a distribuição está sendo feita apenas para casos específicos, como escola, hospitais e prédios públicos.
Nos últimos dias a equipe de reportagem do Jornal da Manhã vem recebendo reclamações de moradores de diversos bairros que estão sem água há dias. De acordo com Luiz Neto, os problemas com a falta de água que estão acontecendo ainda são pontuais, nas partes mais altas existe dificuldade para o abastecimento, pois os níveis dos reservatórios estão baixos. “Este problema está acontecendo em bairros como Elza Amui, Maringá e Jardim Induberaba, mas trabalhamos para resolver essa situação subindo os castelos e buscando válvulas para aumentar a pressão da água. Enquanto que na origem a situação continua crítica, o rio Uberaba registrou vazão de 450l/s no fim da noite de ontem, menos da metade da água que precisamos para abastecer a cidade. A nossa estrutura de caminhão-pipa, que inclusive está sendo aumentada, é somente para escolas e prédios públicos, não é possível atender 140 mil consumidores desta forma”, afirma o presidente.
Luiz Neto explica que não seria possível atender a todos, alguns ficariam desassistidos, por isto, neste momento, a decisão para abastecimento com caminhão-pipa é apenas em casos específicos. A falta está acontecendo mesmo em pontos críticos, regiões mais altas, e 90% dos consumidores estão conseguindo receber água pelo menos uma vez por dia. “Este será um fim de semana de monitoramento, para decisões que vamos tomar a partir da semana que vem. No domingo, inclusive, vamos desenvolver um plano de recuperação dos castelos, vamos fechar todos, para que na segunda-feira volte a ter pressão em todos os reservatórios, para que fiquem cheios e seja possível abastecer a população”, explica o presidente da autarquia.
Entretanto, segundo o Luiz Neto, a grande preocupação é com os próximos 15 dias, pois a previsão de chuva é somente para o fim do mês, e o problema maior é na captação, onde os rios estão secando, uma situação que atinge todo o Sudeste brasileiro.