Na véspera das eleições, a Justiça Eleitoral conclamou partidos políticos, coligações e candidatos para participarem da campanha “Sujeira não é legal”
Foto/Jairo Chagas
Toda a sujeira sobrou para os garis, que trabalharam durante todo o dia de ontem, tentando retirar os “santinhos” das ruas
Sujeira na porta das escolas, mais uma vez, gera insatisfação de eleitores. Na maioria dos colégios eleitorais, as calçadas estavam repletas de “santinhos”. Muitos ficaram indignados com essa situação e encararam a ação como um desrespeito à sociedade. E toda a sujeira sobrou para os garis, que trabalharam durante todo o dia de ontem, tentando retirar os “santinhos” das ruas.
Valdir Nunes é gari e estava entre o grupo que fazia a limpeza na porta dos colégios eleitorais. Ele atua na profissão há 10 anos e o dia das eleições é quando mais trabalha. “Essa sujeira toda de material de campanha é um absurdo; mostra que as pessoas não têm consideração com o nosso trabalho e acreditam que jogando esses papéis na porta das escolas vão conseguir ganhar algum eleitor de última hora, mas isso não é bem assim”, relata.
De acordo com Valdir, a limpeza desse tipo de material não é nada fácil e, em alguns momentos, apenas a vassoura não é suficiente, é preciso recolher com as mãos. Assim, com o decorrer do dia, o trabalho fica mais difícil.
Muitos eleitores também estavam reclamando da situação. Segundo eles, esta já não é mais uma atitude eficiente, uma vez que o eleitor sai de casa tendo a certeza de em quais candidatos vai votar e a atitude de sujar as ruas não é legal.
A equipe de reportagem do Jornal da Manhã também conversou com o prefeito Paulo Piau sobre o assunto, por se tratar do gestor do município, e a limpeza urbana ser um serviço público. De acordo com ele, esta é uma situação lamentável. “Estive no bairro Volta Grande, logo cedo, e lá vi que as portas das escolas estavam repletas de santinhos, inclusive com material da minha campanha. Essa não foi uma atitude adotada por nenhum apoiador da nossa campanha e fiz um Boletim de Ocorrência, relatando a situação”, afirma.
Vale lembrar que, na véspera do dia das eleições, a Justiça Eleitoral de Uberaba conclamou os partidos políticos, as coligações e os candidatos para participarem da campanha “Sujeira não é legal”. Deveriam ser entregues os materiais gráficos de campanha no Cartório Eleitoral, para destinação ambientalmente correta.