O governo estadual liberou mais 9 mil doses da vacina contra a gripe H1N1 para a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) dar início a mais uma etapa da campanha de vacinação. Nesta quinta-feira (12), a campanha será retomada nas 35 unidades básicas de saúde do Município, das 08h até às 16h.
“Essas nove mil doses representam um total de 13% da meta estipulada. Pedimos para que o público alvo da campanha já comece a se vacinar nesta quinta-feira, pois o novo lote estará disponível em todas as salas de vacinação”, garante o diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura de Souza.
De acordo com informações da SMS, o público alvo da campanha na cidade foi atualizado e abrange 74.730 pessoas, sendo que o município já tinha recebido 62.890 doses. Com o novo lote, o total de vacinas entregues é de 71.890, o que representa 96% da meta.
Os idosos que estão nos 15 asilos cadastrados e os acamados também estão recebendo a vacinação por meio da Secretaria de Saúde. “Os acamados e os asilos estão agendados. Já vacinamos seis asilos e a nossa equipe está indo até os acamados com o carro da Prefeitura. Ao todo, 1.453 acamados fizeram o agendamento e 555 já receberam a dose em casa”, disse.
Para aqueles que precisam marcar a vacinação, o diretor epidemiológico afirma que basta ligar na Central de Vacina, pelo telefone 3322-7822, e fazer o agendamento. Vale destacar que as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e as Unidades Regionais de Saúde dos bairros Boa Vista e São Cristóvão (URSs) não são locais de imunização.
Diretor Epidemiológico afirma que doses são insuficientes para atender o público alvo
O diretor de Vigilância Epidemiológica, Robert Boaventura de Souza, se mostra preocupado com a quantidade de vacinas disponíveis, haja vista que, segundo ele, os dados estão desatualizados. “Os dados são de 2013 e estão muito defasados. Sabemos que o público alvo tem um número bem maior do que o enviado. Esse número precisaria ser atualizado para aumentar a quantidade de dose recebida”, avalia.
Ressaltando que a Superintendência Regional de Saúde e o governo estadual estão cientes da situação. No entanto, respondem que o Ministério está utilizando os dados do IBGE de 2013. “Nós mostramos os dados e sempre dizemos que é necessário mais, inclusive, enviamos e-mails para a superintendência para falar isso. Esperamos que no ano que vem eles peguem um dado mais atualizado”, confia.
Integram o público alvo crianças de seis meses até os cinco anos, gestantes, puérperas (até 45 dias após o parto), pessoas com mais de 60 anos, portadoras de doenças crônicas - mediante comprovação médica -, e também, os trabalhadores da área da saúde, somente mediante apresentação da carteira do seu respectivo conselho.