O preço da arroba do boi, que chegou a R$ 100 no fim do ano, agora caiu para R$ 90
Para fazer girar o estoque e não perder os clientes, os comerciantes acabam vendendo o produto mais barato
Preço da carne vermelha se mantém estável neste início de ano. Segundo os proprietários de açougue em Uberaba, nos meses de outubro, novembro e dezembro, o preço estava mais salgado. Entretanto, para não inibir consumidor, não houve repasse de forma acentuada. Agora, no início do ano, a carne comprada direto do produtor rural está mais barata, mas, para repor as perdas dos meses anteriores, os açougueiros mantiveram os valores.
De acordo com o açougueiro, Willian Silva Pereira, a cana-de-açúcar em Uberaba é uma cultura em expansão, com a agropecuária cedendo espaço para a plantação. Com isso, a oferta é menor e, consequentemente, mais cara. De acordo com ele, a maioria dos comerciantes tem de comprar carne de produtores de outras cidades, o que acaba gerando custo em cima do produto. “Somos uma classe bastante sacrificada, tributariamente e no trabalho. Vendemos um produto perecível. Então, é preciso vender o produto com preço mais acessível para girar mais rápido. Temos de trabalhar a mercadoria com margem de lucro insatisfatória para não ficar com carnes paradas no estoque, para agradar à clientela”, explica o comerciante.
Ainda segundo Willian, a carne chegou a ficar 30% mais cara e agora houve uma baixa, chegando a 15%. O preço da arroba do boi, por exemplo, está custando R$ 90. Há alguns meses chegou a R$ 100.
Nos açougues e supermercados, o colchão duro está custando R$ 12,90, o quilo, enquanto o colchão mole custa R$ 13,90, o quilo. O quilo do contrafilé está valendo
R$ 17,90. Já a alcatra estava sendo vendida por R$ 16,90, o quilo. Vale ressaltar que a picanha e o filé mignon já estão mais baratos no mercado, valendo R$ 29,80 e R$ 27,90, respectivamente.
A proprietária de outro açougue confirma essa realidade. De acordo com Regiane Beatriz Ribeiro, os preços se mantiveram estáveis, fechando o mês com algumas peças mais baratas. “Creio que essa queda está atrelada também ao movimento. Nesta época do ano, por conta dos impostos e as contas para pagar, as compras diminuem. Além disso, as festas acabaram. O estoque começa a aumentar e, para liquidar, é preciso que os preços sejam menores”, afirma.