Entidade divulgou nota, ontem, em que lamenta a existência das denúncias e atuação irresponsável de grupos isolados de parte da indústria frigorífica
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Associação Brasileira dos Criadores de Zebu diz que da porteira pra dentro o trabalho é incansável para garantia de produto confiável e de qualidade
Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ) se posiciona sobre operação “Carne Fraca” e lamenta a existência de denúncias e de possível atuação irresponsável de grupos isolados de representantes da indústria frigorífica e de fiscais agropecuários do Ministério da Agricultura. Nesse sábado, a entidade divulgou nota à imprensa sobre as denúncias.
A operação foi deflagrada na quinta-feira, 16. De acordo com a Polícia Federal, os frigoríficos envolvidos no esquema criminoso colocavam ácido ascórbico em carnes vencidas e as reembalavam para venda nos mercados interno e externo. A situação, que é grave, gera preocupação, sobretudo quanto à repercussão dos fatos no exterior, uma vez que o Brasil é destaque na exportação de carnes e esses fatos podem amedrontar mercados compradores.
Conforme nota encaminhada pela assessoria de imprensa da ABCZ, as acusações contrariam todo o esforço da classe de produtores rurais que segue rígidas normas de segurança para a produção de carne bovina. A entidade afirma que, dentro da porteira, o trabalho tem sido incansável em busca de um produto final de qualidade para o consumidor.
A ABCZ diz, ainda, que a credibilidade construída há décadas e reconhecida internacionalmente não pode ser comprometida pela irresponsabilidade de uma divulgação generalizada de informações à população.
“Reiteramos nossa confiança na atuação do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e nos produtores brasileiros e acreditamos que essa ação da PF vai incentivar a modernização da fiscalização do processo frigorífico, acompanhando os avanços que há tempos já fazemos no campo. E, assim, respaldando e promovendo essa garantia de que a carne brasileira é, indiscutivelmente, muito segura”, afirma a entidade na nota encaminhada.
Por fim, a associação diz que apoia a ação da Polícia Federal nessa investigação.