Foto/Jairo Chagas
Arcebispo Metropolitano de Uberaba, dom Paulo Mendes Peixoto, fará pronunciamento e dará a bênção aos participantes nas escadarias da Catedral
O Conselho Arquidiocesano de Leigos e Leigas da Igreja Católica, em parceria com outras lideranças da Igreja e da sociedade civil, bem como entidades, associações e sindicatos, está na organização da 28ª edição do Grito dos Excluídos.
O tema escolhido para este ano de 2022 é “Brasil: 200 anos de (in)dependência. Para quem?”.
Em Uberaba, haverá manifestação na tarde do dia 6 de setembro, com concentração prevista na Praça Rui Barbosa, a partir das 16 horas. Estão previstas apresentações artísticas, manifestações de entidades, leitura da Carta em defesa do Estado Democrático de Direito, dentre outras atividades. O arcebispo Dom Paulo Mendes Peixoto fará um pronunciamento e, logo após, dará a bênção aos participantes do evento nas escadarias da Catedral Metropolitana.
O objetivo é reverberar a voz dos que não foram incorporados a esse Brasil considerado independente. Com o tema permanente “Vida em primeiro lugar”, o Grito tem marchas previstas em todo o país.
O Grito dos Excluídos trata-se de um evento que teve sua origem no contexto da Segunda Semana Social Brasileira, em 1994. O tema, naquela época, era “Brasil, alternativas e protagonistas”, inspirado na Campanha da Fraternidade de 1995, com o lema: “A fraternidade e os excluídos”.
“Convidamos todas as pessoas para participarem deste momento de manifestação de nossos anseios, denunciando todas as formas de injustiças e propondo políticas sociais que possam colaborar para a transformação da sociedade, neste dia simbólico e histórico para a democracia e a pátria brasileira”, disse o padre Geraldo Maia, um dos organizadores do evento.
Os organizadores do “Grito” lembram de Eduardo Brasileiro, educador e sociólogo, mestrando em Sociologia pela PUC Minas, em artigo intitulado “Os 200 anos da (in)dependência e os desafios sociopastorais à luz das propostas da 6ª Semana Social Brasileira”. Com muita lucidez e visão crítica, ele aborda a atual conjuntura brasileira, analisa algumas perspectivas, apresenta a pedagogia do Papa Francisco, chama a fazer mutirão por outra economia, democracia e soberania e trata do método da 6ª Semana Social Brasileira: mutirão pela vida.
“Pensar os impactos da Independência de 1822 na vida dos brasileiros e brasileiras de hoje, 200 anos depois, é grande desafio. Dizer que não houve independência seria coligar-se a um negacionismo de coturno que se vê atualmente no Brasil, mas não problematizá-la seria um erro crass independência para quem?”. É assim que o autor inicia sua análise de conjuntura, numa espécie de balanço desses 200 anos.