CIDADE

Casas de ex-moradores em áreas de risco apresentam infiltrações

Durante a chuva de ontem (2), diversas unidades apresentaram vazamentos no teto e paredes, o que provocou alagamento

Thassiana Macedo
Publicado em 03/12/2013 às 10:47Atualizado em 19/12/2022 às 09:59
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Fernanda Borges

Luciana Alves Maia diz que já comunicou a situação várias vezes à construtora e não foi dada solução para o problema

A entrega das casas populares no bairro Tiago Jéssica, vizinho ao Gameleiras 3, construídas há cerca de dois anos para abrigar várias famílias que ocupavam área de risco em Uberaba, não resolveu, por inteiro, a vida dos moradores. Durante a chuva desta segunda-feira (2), diversas unidades apresentaram vazamentos no teto e paredes, o que provocou alagamento e danos a móveis e eletrodomésticos.

Luciana Alves Maia, moradora da rua D, afirma que a água escorre pelas paredes e também pinga do teto. Ela reclama ainda que chamou os funcionários da construtora por várias vezes para que realizassem a manutenção, mas não obteve solução. “Eu chamei o pessoal da manutenção e falei que estava entrando água dentro da minha casa. Eles vieram e olharam, mas disseram que não havia nada, só que o problema continua a mesma coisa. Entra água na sala e no quarto da minha menina. O que acontece em várias outras casas aqui perto. Pedi para eles olharem as janelas, que vieram estragadas, porque não fecha direito, mas eles olharam, prometeram vir arrumar e não vieram”, conta.

Na casa de Juliana Silva Oliveira, vizinha de Luciana, o problema é ainda mais grave. Segundo a moradora, o forro está despencando por não aguentar mais o peso da água que vaza do teto toda vez que chove. “Na chuva da noite de domingo dava para ouvir os estalos do forro abrindo. O forro abriu de fora a fora, as goteiras quase queimaram minha televisão, e toda vez falam que vão mandar alguém, mas até hoje não apareceu ninguém. A pia do banheiro sopita e inunda a casa toda. Ou seja, entregaram casas cheias de defeitos”, reclama ela.

A reportagem entrou em contato com a empresa responsável pelas casas e, conforme o gerente da EF Construtora, um engenheiro foi até o local para verificar o problema e constatou que pelo menos cinco casas apresentam a mesma situação. No entanto, em razão de os telhados das residências estarem molhados por conta da chuva recente, não foi possível subir para realizar a avaliação. Neste sentido, a empresa afirma que se compromete a fazer os reparos necessários ainda hoje.

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