CIDADE

Cemea Abadia e Zoonoses fazem “apitaço” contra o Aedes

Movimento organizado por professores e alunos teve objetivo de conscientizar a população quanto ao combate aos focos do transmissor da dengue, zika e chikungunya

Letícia Morais
Publicado em 27/02/2016 às 08:11Atualizado em 16/12/2022 às 19:54
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Foto/Neto Talmeli

Servidores, professores e alunos do Cemea Abadia foram às ruas ontem, com apoio do Centro de Zoonoses, para manifestar contra a infestação do Aedes

Alunos do Centro Municipal de Educação Avançada Cairo Theodoro Baptista, o Cemea Abadia, foram às ruas na manhã de ontem para manifestação contra os altos índices de infestação do mosquito Aedes aegypti no bairro. Pela primeira vez os alunos realizaram o “Apitaço contra a Dengue” em algumas ruas do entorno do centro municipal. Cerca de 25 pessoas, entre profissionais da educação e alunos, estiveram presentes. Desse total, 16 são crianças do 4º ao 9º ano da Escola Municipal Professor Geni Chaves.

Mais consciência por parte da população é o lema do ato, que pediu ajuda à comunidade no combate ao mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya. “Os casos de dengue estão contínuos, as pessoas estão pegando dengue várias vezes. Dentro do projeto, as crianças estão vivenciando o momento na prática. Elas saíram às ruas, onde estavam os focos do mosquito, e viram que é muita sujeira: copo descartável, garrafa pet, tampinha, pneus, tudo jogado. Portanto, onde está o erro? Muitas vezes na própria família, e eles detectaram isto”, contou a coordenadora pedagógica do Projeto Espaço de Aprender, Renata Nogueira.

O grupo contou com o apoio do Centro de Referência de Assistência Social (Cras) e também do Centro de Controle de Zoonoses, que forneceu um veículo fumacê e dois motofogs para ajudar no alerta à população. “As outras turmas e os outros Cemeas devem adotar a mesma ideia. As crianças chegam e falam: ‘Professora, como isso é difícil, como as pessoas são porcas! Não adianta ter o fumacê se as pessoas não cuidam’. É extremamente importante que os alunos passem os conhecimentos adquiridos para as suas famílias, ensinando as atitudes certas”, pondera a coordenadora, destacando que o projeto é proveniente de uma ideia da diretora do Cemea Abadia, Vera Lúcia Gonçalves de Oliveira.

Vulnerabilidade. “Presunto”, como é conhecido o professor de educação física Leandro Manuel da Silva, esclareceu que as crianças integrantes do projeto estão em estado de vulnerabilidade. “Trabalho com as crianças desde 2014 e conseguimos perceber que são alunos de risco, que passam por problemas de disciplina e déficit de atenção. Mas é um trabalho muito bonito, ficamos amigos e conversamos na linguagem da criança”, afirma.

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