Muitas famílias contratam ou realizam por conta própria a limpeza dos túmulos em alusão ao Dia de Finados, mas encontraram torneiras secas por horas nesta manhã
Foto/Sandro Neves
Falta de água no Cemitério São João Batista gera reclamação de zeladores e de famílias que foram fazer a limpeza de túmulos. Com a proximidade do Dia de Finados, no 02 de novembro, muitas famílias contratam ou realizam por conta própria a limpeza de jazigos em alusão à data. Entretanto, nesta terça-feira (31) pela manhã, muitas tiveram que voltar para casa sem realizar o serviço, por falta de água.
Mas esta não é a primeira vez, segundo uma zeladora que procurou o Jornal da Manhã, Simone Chelef, que afirma ser uma situação que vem se repetindo. Ela explicou que já na segunda-feira (30) houve a falta de água, mas por pouco tempo, e hoje aconteceu novamente, mas foram horas de torneiras secas. A situação gerou desconforto e atraso na prestação de serviço, uma vez que, assim como ela, várias outras pessoas são contratadas para realizar a limpeza de túmulo.
“Assim que percebemos a falta de água ligamos no Codau, que no primeiro momento revelou que tudo estava normal. Procuramos a administração (do cemitério), que alegou ser um problema relacionado ao Codau. Ficamos por mais de duas horas nesse jogo de empurra e com o serviço atrasado”, afirma.
De acordo com nota encaminhada pela assessoria de imprensa do Codau, nesta terça-feira, o Centro de Reservação 6 (bairro Olinda) teve a energia interrompida para obra programada da Cemig, no período entre 8h30 e 11h. Neste intervalo houve redução de distribuição de água para a região atendida pelo CR-6 e o cemitério São João Batista está dentro desta área de influência. Segundo a autarquia, o abastecimento voltou ao normal por volta das 11h15.
A assessoria da Prefeitura disse ainda, que na parte administrativa, capela e salas de velório tinha água normalmente. Para atender quem estava no local para lavar os túmulos, um caminhão pipa ficou à disposição.
Com relação à falta de água na segunda-feira (30), o Codau confirmou o fato, mas houve constatação de que o registro do hidrômetro estava fechado. Sem ligação, portanto, com o abastecimento para a região, que estava normal.