A intervenção está entre os procedimentos plásticos mais realizados em crianças e adultos
A otoplastia, cirurgia de remodelamento do formato e tamanho das orelhas, está entre os procedimentos plásticos mais realizados em crianças e adultos. Uma das condições mais tratadas são as orelhas proeminentes ou orelhas de abano, condição que causa desconforto social, motivando atos de bullying.
Segundo o cirurgião plástico Fabiano Paiva Martins, as orelhas de abano podem ser notadas ao nascimento, quando as cartilagens que dão sua forma são bastante maleáveis, graças aos hormônios maternos ainda circulantes no organismo da criança. “Graças a essa maleabilidade, as orelhas podem ser remodeladas de maneira não cirúrgica, com a utilização de moldes de silicone ou algodão nos relevos das orelhas. Esse tratamento apresenta altas taxas de sucesso quando iniciado nos primeiros três dias de vida e mantido por dois a seis meses. O crescimento das orelhas se dá em
grande parte até os sete anos. A partir desse momento, já se considera indicada uma intervenção cirúrgica, não havendo idade limite para se fazer esse procedimento. Hoje, é bastante realizada em adultos, com resultados também satisfatórios”, explica.
A cirurgia pode ser feita com anestesia local ou associada à sedação, com duração aproximada de 90 minutos. “As cicatrizes ficam escondidas atrás da orelha e o paciente é liberado para casa no mesmo dia, com as orelhas enfaixadas por até 48 horas. Depois, é necessário fazer uso de uma faixa de contenção, por até um mês. A partir daí, é liberada a prática de atividades físicas, exceto esportes de contato, que só poderão ser realizados após, pelo menos, dois meses”, orienta Fabiano Paiva.