Minas Gerais registra aumento do número de casos que levaram à morte por dengue; dados são da Secretaria de Estado de Saúde
Minas Gerais registra aumento do número de casos que levaram à morte por dengue. Os dados são da Secretaria de Estado de Saúde (SES), que apontam que somente este ano 227 pessoas perderam a vida em Minas em consequência da dengue. Esse total é o maior registrado na história do Estado e pode subir ainda mais, já que 58 óbitos ainda estão sendo investigados. Uberaba ocupa a quarta colocação entre os municípios com maior número de óbitos, com 11 casos. De acordo com os dados da SES, as notificações de casos de dengue chegaram a 525 mil, no Estado.
Belo Horizonte continua liderando o número de casos: este ano 50 pessoas perderam a vida ao contrair a doença. Na sequência está Juiz de Fora, com 48 mortes; Contagem, na região Metropolitana de Belo Horizonte, com 14; Uberaba, com 11; Itaúna e Divinópolis, na região Centro-Oeste, com seis, e Araxá, com cinco casos. Os dados informam, ainda, que 51,3% das vítimas tinham idade acima de 65 anos.
Segundo o último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, até o momento em Uberaba foi registrado o total de 5.915 notificações. Já de acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, são 1.873 casos confirmados.
Exames feitos nas pessoas contaminadas revelam que dois tipos de vírus da dengue, estão circulando no Estado. A do tipo 1 é a mais comum. Dois casos do tipo 2 foram detectados em Uberaba. Ao todo, 525.452 casos prováveis foram notificados em Minas Gerais em 2016, até agora.
A Secretaria Municipal de Saúde continua com o trabalho preventivo de combate à dengue. O diretor do Departamento de Controle de Endemias e Zoonoses, Antônio Carlos Barbosa, esclarece que na época que começa o período de chuva o índice de infestação do Aedes aegypti aumenta. “Aqueles depósitos que não conseguimos eliminar por encontrar a casa fechada, sem o morador, oferecem muito risco. Neles, o mosquito deixa os ovos na parede do depósito, e não direto na água; assim, quando entra em contato com a água, eles eclodem e viram pupas – as larvas que dão origem ao mosquito. Por isso, o momento em que chamamos a população para ajudar mais é a partir de outubro, quando chegam as chuvas”, esclarece Antônio Carlos.
Segundo as informações repassadas pelo diretor da Zoonoses, já está sendo preparado um novo Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) para a primeira semana de outubro. “O trabalho é contínuo, até porque todas as cidades do Brasil trabalham no Plano Nacional de Combate à Dengue, com as visitações de casa em casa, nos ciclos bimestrais, ou seja, de dois em dois meses, quando retornamos às residências. Fazemos o recolhimento de pneus nas borracharias, visitações nos ferros-velhos e intensificações com os motofogs, pois este é um serviço do município e assim não precisa de autorização, diferente da caminhonete fumacê, que é uma ação do Estado. Então, usamos o motofog da forma que for necessária”, conclui o diretor da Zoonoses.