Com a vazão 60% menor do que o normal para esta época do ano, o rio Uberaba entrou esta semana em uma das fases mais críticas da seca. Desde o fim de semana a vazão caiu novamente
Com a vazão 60% menor do que o normal para esta época do ano, o rio Uberaba entrou esta semana em uma das fases mais críticas da seca. Desde o fim de semana a vazão caiu novamente e agora o Codau já recomeçou as manobras de fechamento dos centros de reservação (CR).
Essas manobras são necessárias para que os centros tenham tempo para recuperar seus níveis de reservação e somente depois disso é possível distribuir água e manter a pressão na rede para que as regiões altas dos bairros, dentro das áreas de influência de cada CR, também tenham água.
O presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, explicou que nos últimos cinco dias de setembro, até o dia 1º de outubro, ocorreu uma pequena estabilidade na vazão do rio Uberaba, permitindo que todos os centros de reservação pudessem ser mantidos abertos. Mas a situação está no limite, mesmo com a transposição do rio Claro em 100% de sua capacidade operacional. “Não há como deixarmos de reiterar a necessidade de todos colaborarem para fazermos o máximo de economia neste momento. A cidade precisa se unir para que os reflexos dessa seca, que, segundo a Cemig, é a pior dos últimos 83 anos, sejam superados. Estamos fazendo todo o esforço possível, trabalhando com uma equipe de servidores comprometidos para que os problemas do dia a dia sejam vencidos e a população tenha água ao menos uma vez por dia”, assinalou Luiz Neto.
No sábado (4), os centros de reservação 4 e 11, que atendem à região leste de Uberaba, foram fechados durante o dia, bem como o 5 e o 10, que atendem ao grande Abadia, Leblon, Gameleiras e bairros adjacentes da região sudeste. E no domingo, além desses, também foram fechados os centros que atendem à região noroeste de Uberaba. Ontem o dia foi de reservatórios fechados, com exceção dos reservatórios 3 (localizado no São Benedito) e 8 (no Parque das Américas), pois a vazão está muito abaixo do normal.