A figura do engenheiro agrônomo costuma ser rapidamente associada à lavoura. Embora as raízes da profissão estejam no campo, a evolução do setor ampliou significativamente suas áreas de atuação. Hoje, o agrônomo está presente na produção agrícola, mas também na gestão de propriedades, consultoria, agroindústria, pesquisa, extensão, docência, entre diversas outras áreas.
Um dos marcos dessa trajetória ocorreu há quase um século, em 12 de outubro de 1933, quando a profissão foi regulamentada pelo Governo Federal. Em Uberaba, outro momento importante foi a criação do curso de Engenharia Agronômica da Fazu, em 30 de junho de 1989, quando o curso foi autorizado pelo Governo Federal.
Para celebrar a profissão e, ao mesmo tempo, incentivar a qualificação dos futuros profissionais, a Fazu realizou, nesta quarta-feira (7), o 1º Agro Connect Day. A programação contou com minicursos voltados a diferentes áreas da Agronomia ao longo do dia e foi encerrada, à noite, com uma confraternização com churrasco na Fazenda-Escola. O evento foi promovido pela coordenação do curso, por meio do Diretório Acadêmico.
Entre os minicursos oferecidos esteve “Pastagens Degradadas: do Diagnóstico à Alta Performance”, ministrado pelo chefe da Epamig, Fernando Franco, pelas professoras da Fazu Mariana Assunção e Ângelo Arcanjo e pela agrônoma formada pela Fazu Gabriela Cunha.
Também foi realizado o minicurso “Operação de Drone Agrícola”, conduzido pelo agrônomo formado pela Fazu e professor Alex Queiroz e pelos sócios da Agrofar e alunos da Fazu, Arthur Castro e Pedro Henrique Ribeiro. Durante a tarde, os participantes ainda puderam acompanhar o minicurso “Regulagem de Máquinas Agrícolas: Mais Produtividade, Menos Perda”, ministrado pelo professor Felipe Gustavo.
Na abertura do 1º Agro Connect Day, o diretor-executivo da Fazu, José Olavo Borges Mendes Júnior, parabenizou os estudantes e a comunidade externa pelo Dia do Agrônomo e destacou que a iniciativa contribui para fortalecer o curso e, consequentemente, a própria profissão.
O coordenador do curso de Agronomia, Vitor Oliveira Rodrigues, explicou que a programação técnica foi definida a partir das demandas e dos interesses dos estudantes, considerando também as oportunidades do mercado de trabalho. “São áreas que os alunos acham interessantes, além de terem espaço no mercado. É preciso saber regular o maquinário, e isso nas mais diversas máquinas, tanto de preparo de solo quanto de semeadura e aplicação defensiva. Os drones são uma tecnologia de precisão cujo uso cresce dia após dia. Já as pastagens precisam ser tratadas como uma cultura, e essa foi a abordagem”, explica.
Entre os participantes esteve o aluno Felipe Melo, que também auxiliou o professor Felipe Gustavo na condução do minicurso sobre mecanização. O acadêmico integra o Grupo de Estudos em Mecanização Agrícola e Tecnologia (GEMAT) e destaca a identificação com a área.“Estou no GEMAT porque gosto muito da área de mecanização. Me interessei e acho que o curso tem grande relevância nessa área.”
A programação do 1º Agro Connect Day reforçou, assim, a importância da atualização constante e da aproximação entre formação acadêmica, tecnologias e demandas do mercado — pilares fundamentais para uma Agronomia cada vez mais preparada para os desafios do setor.