Em Uberaba, em virtude da oferta, a maioria dos valores é reajustada por meio de negociação entre locador e locatário, e não pelo IGP-M
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Para Leandro dos Santos Sousa, o mercado hoje tem muita oferta e a tendência é que os preços se acomodem
David Tschaikowsky
O Índice Geral de Preços de Mercado (IGP-M), que serve de parâmetro para a variação do preço do aluguel, ficou em 0,15% em agosto. A taxa que ficou em 0,18% em julho desacelerou e a expectativa era um resultado ainda menor, de 0,09%. No mesmo período do ano passado a taxa foi de 0,28%, sendo que em 12 meses acumulou alta de 11,49%. Em Uberaba, em virtude da oferta, a maioria dos aluguéis é reajustada por meio de negociação e não pelo índice.
Para o delegado do Conselho Regional de Corretores de Imóveis, Leandro dos Santos Sousa, o mercado hoje tem muita oferta e a tendência é que os preços se acomodem. “Mesmo que ocorra queda nos índices de inflação, haja melhora na confiança do mercado e equilíbrio nas contas públicas, isso é visto de forma natural e tranquila dentro do mercado imobiliário. Quando o imóvel é bom vai continuar tendo seu reajuste e se tiver o contrato vencido terá o nivelamento de mercado. Já aqueles que necessitam de reforma, considerados mais fracos, não sofrem as consequências do reajuste”, diz.
Por conta da crise financeira, a negociação no valor do aluguel entre proprietário e inquilino é fator preponderante para fechar ou renovar o contrato. De acordo com Leandro, atualmente em toda transação tem que negociar. “A pessoa, quando não negocia, tem que suspeitar dela. Quem busca interesse em fazer qualquer compra, locação, adquirir qualquer outro bem ou serviço negocia. O mercado está desta forma porque ocorreu enxugamento da economia, retração, e o dinheiro sumiu da praça. Sendo assim, as pessoas valorizam mais o próprio dinheiro”, esclarece o empresário.
Existem cerca de três mil imóveis para alugar. Leandro dos Santos ressalta que o município não segue a tendência de outras cidades e regiões. “Em Uberaba, a cada seis meses chegam, em média, mil novos estudantes que absorvem o que a construção civil produziu, trazendo para nós um ponto positivo. Quando iniciei no mercado imobiliário era muito pior do que é hoje. As linhas de crédito eram muito mais difíceis e agora só restringiu por conta da inadimplência. Se não houver a inadimplência a máquina funciona por si só”, conclui.