NOVA ETAPA

Com rede pressionada, Beneficência Portuguesa tenta ampliar oferta de leitos em Uberaba

Projeto aguarda análise estadual e depende de emendas de investimento para início das obras

Sarah Parro
Publicado em 25/07/2026 às 08:56
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O projeto de ampliação do Hospital Beneficência Portuguesa avançou para uma nova etapa e aguarda análise da Vigilância Sanitária de Minas Gerais. A proposta prevê a criação de cerca de 30 a 35 novos leitos no hospital, mas a execução da obra ainda depende da captação de recursos destinados a investimentos. 

A informação foi confirmada pelo diretor do Instituto de Hemodiálise de Uberaba e da Beneficência Portuguesa, médico Antônio Hueb, durante entrevista à Rádio JM. Segundo ele, a documentação técnica já foi encaminhada ao órgão estadual e, após a aprovação, a instituição pretende iniciar os trabalhos. 

“A ampliação da Beneficência já é uma realidade. O projeto arquitetônico já está na Vigilância Sanitária do Estado para ser aprovado. Assim que for aprovado, a gente começa a obra”, afirmou. 

A expansão depende principalmente da liberação de recursos por meio de emendas parlamentares voltadas para investimentos. Hueb explicou que valores destinados ao custeio da saúde não podem ser utilizados para obras estruturais. 

“A gente depende muito de recursos de emenda parlamentar para ampliação do hospital. A emenda de custeio tem que ser usada para custeio. Então precisamos conseguir emendas para investimento”, disse. 

A ampliação ocorre em um cenário de pressão sobre a rede hospitalar de Uberaba. Segundo o médico, a falta de leitos tem provocado dificuldades para transferência de pacientes atendidos nas unidades de urgência e no Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM). 

“Uberaba precisa de leito hospitalar. Se você for ao Hospital de Clínicas agora, vai encontrar pacientes no corredor aguardando vaga. Nas UPAs acontece a mesma coisa”, afirmou. 

De acordo com Hueb, as Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) deveriam funcionar como portas de entrada para casos de urgência, com permanência temporária dos pacientes. No entanto, a ausência de vagas hospitalares prolonga a espera por transferência. 

“O paciente deveria ficar no máximo 24 horas. Depois desse período, ou recebe alta ou é encaminhado para um hospital. O problema é que muitas vezes não existe vaga para essa transferência”, explicou. 

Caso seja concluída, a ampliação deve aumentar a capacidade de internação da Beneficência Portuguesa e contribuir para reduzir parte da pressão atualmente enfrentada pela rede hospitalar do município.

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