Foto/Enerson Cleiton/PMU
Agentes de combate a endemias continuam fazendo o trabalho nas casas, mas os mutirões estão suspensos nesta época de seca
Cuidados com o Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e da febre amarela, deve permanecer, mesmo neste período em que o tempo está mais seco. A limpeza deve continuar sendo feita para que no período em que a incidência é maior não haja mosquitos.
Segundo a chefe do Departamento de Controle de Zoonoses e Endemias, Lara Rocha Batista, as pessoas não podem relaxar neste período com menor incidência de chuvas, pois os ovos do Aedes aegypti mantêm-se “vivos” por muito tempo. Apesar de não ter a proliferação completado o ciclo biológico do mosquito, reduzindo a quantidade deles adultos, ainda existem ovos viáveis.
“Sendo assim, no período de inverno, ao contrário do que muitos pensam, é preciso aumentar as vistorias nas casas, diminuir os possíveis focos, para que neste momento haja diminuição de reposição de ovos, ou seja, vamos eliminar aqueles que já temos e, com isso, estaremos preparados para o período de chuva e calor, com a redução no número de ovos viáveis”, diz.
E esse é um cuidado que também é adotado pela Zoonoses. Segundo Lara, o trabalho de porta a porta, com as vistorias nas casas, não cessaram. Por isso, as pessoas devem continuar a receber os agentes e auxiliar nesse trabalho. Quanto aos demais serviços, como os mutirões, neste momento não estão acontecendo, uma vez que é uma atividade programada para o período em que o número de mosquitos é maior e faz parte das ações de intensificação.
“Sobre esse trabalho que realizamos com os mutirões, a nossa avaliação é positiva, pois foi possível manter um índice de infestação que não chegou a ser alto e um número baixo de casos notificados de dengue e zika”, afirma.