Proprietários de postos de combustíveis se reuniram ontem com o presidente da Minaspetro, Sérgio de Mattos, para discutir o enfrentamento da crise financeira mundial, que deve respingar no setor, além de critérios ambientais em que os estabelecimentos precisam se adequar para evitar dor de cabeça com o Ministério Público. O encontro ocorreu em hotel de Uberaba e contou com a participação maciça dos representantes do setor. Mattos destacou na reunião que os empresários devem se voltar, neste momento, para o planejamento dos custos de manutenção para não sofrerem tanto com os aumentos em impostos e adequações necessárias para a conformidade do negócio com as exigências do MP. O promotor Carlos Valera participou do encontro e alertou os donos de postos quanto às normas para evitar prejuízos ao meio ambiente. Segundo o diretor regional da Minaspetro, José Antônio Nascimento Cunha (Totonho), a maioria dos postos já está se adequando. Entre os critérios estão a medição de solo periódica, sistema para eliminação de resíduos tóxicos e troca de tanques com tempo elevado de uso, entre outros. Sobre a crise, Totonho diz que ainda não é possível mensurar os efeitos. Segundo ele, os meses de janeiro e fevereiro, com as férias escolares, representam o pior período paras o segmento. Ou seja, não é possível verificar, por enquanto, se a redução no abastecimento é consequência da crise ou do período, tradicionalmente ruim. “Vamos aguardar. Após o carnaval, com a volta às aulas, as vans escolares retornam aos postos com mais frequência e os pais também. Só aí poderemos medir os efeitos da crise”, afirma Totonho. Para o presidente da Minaspetro, a melhor estratégia para evitar sentir a queda é agregar serviços aos postos de combustíveis. “Investir em troca de óleo, lavagem de automóveis e lojas de conveniência podem servir de diferencial e manter a fidelidade dos clientes”, destaca Sérgio Mattos. Pelo menos os reajustes no preço do combustível, como reação da crise, estão descartados. Conforme Mattos, o preço do barril de petróleo caiu e está sendo comercializado por valor abaixo de US$ 60. “A perspectiva é de que o preço na bomba dos postos caia, mas não há previsão de quando e nem de quanto será a redução; dependemos da decisão do governo federal”, revela.