Pesquisa divulgada em 6 de março mostra avanço nos preços médios da maioria dos produtos vendidos em Uberaba
Os combustíveis ficaram mais caros em Uberaba, segundo levantamento do Procon divulgado em 6 de março. A alta atingiu todos os produtos pesquisados no perímetro urbano e também apareceu na maior parte dos combustíveis vendidos em postos do perímetro rodoviário, com destaque para o diesel, que registrou os maiores reajustes. O cenário ocorre em meio à pressão do mercado internacional de petróleo, que pode manter os preços em trajetória de alta nas próximas semanas.
No perímetro urbano, o preço médio do etanol passou de R$ 4,33 para R$ 4,34, enquanto a gasolina comum subiu de R$ 5,97 para R$ 5,99 e a gasolina aditivada foi de R$ 6,24 para R$ 6,29. O diesel teve a maior elevação no período, ao passar de R$ 5,87 para R$ 6,08, e o diesel S-10 avançou de R$ 6,02 para R$ 6,13.
Nos postos localizados no perímetro rodoviário, o etanol e a gasolina aditivada permaneceram estáveis, com médias de R$ 4,55 e R$ 6,52, respectivamente. Já a gasolina comum subiu de R$ 6,24 para R$ 6,27, o diesel passou de R$ 6,03 para R$ 6,19 e o diesel S-10 foi de R$ 6,16 para R$ 6,27.
Veja a variação dos preços no perímetro urbano:
Veja a variação dos preços no perímetro rodoviário:
Pressão externa pode ampliar reajustes
A escalada das tensões no Oriente Médio pode influenciar o preço dos combustíveis no Brasil e, consequentemente, nos postos de Uberaba. O conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã elevou a cotação do petróleo no mercado internacional, já que a região concentra importantes áreas produtoras e rotas estratégicas de escoamento da commodity. Com isso, a alta do barril tende a pressionar os custos da gasolina e do diesel, efeito que pode chegar gradualmente ao consumidor caso o cenário de instabilidade se prolongue.
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Diante desse contexto, importadores de combustíveis defendem reajuste de até R$ 1,20 por litro na gasolina para reduzir a defasagem entre os preços praticados no Brasil e os valores do mercado internacional. A avaliação é de que, se a valorização do petróleo continuar, aumentam as pressões por novos ajustes, com reflexos no transporte, na logística e, indiretamente, no preço de produtos e serviços.