Segundo os números do Caged, divulgados pelo Ministério do Trabalho, Uberaba registrou 3.055 admissões contra 3.149 demissões
Nível de empregabilidade na indústria e na construção civil apresentou melhora em janeiro de 2016, enquanto setores como comércio, serviços e agropecuária puxaram o índice de desemprego de Uberaba para baixo. Segundo os números do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Uberaba registrou 3.055 admissões contra 3.149 demissões, contabilizando a perda de 94 postos de trabalho.
A indústria de transformação foi o setor que encerrou o mês com melhor desempenho. As fábricas de Uberaba contrataram 620 empregados e demitiram 486, resultando na manutenção de 134 postos de trabalho. Na construção civil, 595 trabalhadores foram admitidos e 546 dispensados, contabilizando 49 empregos mantidos.
A área de serviços, a que mais empregou em 2015, sofreu a perda de 77 vagas de emprego em janeiro, visto que contratou 1.036 empregados e demitiu 1.113. Porém, o pior desempenho foi do comércio. Estabelecimentos de Uberaba admitiram 616 trabalhadores, mas dispensou 809, resultando na supressão de 193 vagas de emprego. O resultado pode ter sido impulsionado pela demissão dos empregados temporários, geralmente contratados em novembro e dezembro, com o objetivo de reforçar o atendimento ao consumidor na época do Natal.
A agropecuária e a administração pública também sofreram retração no nível de empregabilidade, mas o impacto foi menor. O segmento rural admitiu 179 pessoas e demitiu 199, o que representa a perda de nove postos de trabalho. A administração pública não contratou, mas demitiu um funcionário.
Vale lembrar que, em 2015, Uberaba fechou o ano com déficit de 4.108 postos de trabalho, representando o pior resultado do município desde 2002. A construção civil obteve resultado final com déficit de 2.738 vagas, assim como a área de serviços e o comércio que apresentaram a perda de 1.169 vagas e 155 postos de trabalho, respectivamente. A agropecuária e a indústria também sofreram retração, mas o impacto foi menor, visto que o primeiro setor perdeu seis postos e o segundo, quatro.
Em todo o país, foram fechadas 99.694 vagas de empregos formais no mês de janeiro, sendo 16.418 em Minas Gerais, demonstrando o pior resultado desde o ano de 2009.