ALIMENTAÇÃO

“Comida azeda”: familiares denunciam alimentação distribuída a presos na Penitenciária de Uberaba

Apesar do relato de familiares de detentos, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública afirma manter rigorosa inspeção na alimentação distribuída em Uberaba

Débora Meira
Publicado em 14/01/2026 às 15:29
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Conforme a denunciante, a comida permanece exposta ao sol por cerca de duas horas antes de ser servida aos reclusos (Foto/Reprodução)

Conforme a denunciante, a comida permanece exposta ao sol por cerca de duas horas antes de ser servida aos reclusos (Foto/Reprodução)

Familiares de reclusos da Penitenciária Professor Aluízio Ignácio de Oliveira, em Uberaba, voltam a denunciar má conservação da alimentação distribuída. A mãe de um detento acionou a reportagem do Jornal da Manhã para relatar que as marmitas entregues aos presos ficam expostas ao sol e em muitos momentos chega a azedar, colocando em risco a saúde e integridade dos reclusos. Em nota, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) pontua que a alimentação é controlada e inspecionada diariamente. 

Conforme a denunciante, a comida permanece exposta ao sol por cerca de duas horas antes de ser servida aos reclusos. “A comida chega azeda. Tem dias que a pessoa não pode nem comer porque passou do ponto. Não é porque a pessoa está detida que precisa comer uma comida dessas”, comentou. Ainda segundo ela, a qualidade da alimentação teria piorado após a mudança no sistema de fornecimento, deixando de ser preparada na cozinha da unidade para ser entregue por empresa terceirizada. 

Essa, no entanto, não é a primeira vez que denúncia semelhante chega à reportagem do Jornal da Manhã. Ainda em julho de 2025, familiares de reclusos acionaram o JM em busca de ajuda visando a melhoria do tratamento dado aos presos da Penitenciária de Uberaba.  

Procurada pela reportagem, a Sejusp informou que a alimentação servida nas unidades prisionais é administrada pelo Departamento Penitenciário de Minas Gerais (Depen-MG) e que, em casos de descumprimento da garantia de qualidade prevista em contrato, são adotados procedimentos administrativos imediatos, que podem resultar em multas e até mesmo na rescisão contratual. 

Ainda conforme a Secretaria, caso a direção de uma unidade prisional identifique irregularidades que tornem a alimentação imprópria para consumo, a empresa fornecedora é notificada e deve realizar a substituição imediata, sem ônus para o Estado. 

Sobre a situação na unidade prisional de Uberaba, a Sejusp ressaltou que o fornecimento de alimentação pela empresa contratada é fiscalizado diariamente por equipe própria da unidade. “São fornecidas quatro refeições diárias (café da manhã, almoço, café da tarde e jantar) a todos os presos. Todas as refeições passam por inspeção de segurança em esteira de raio-x antes de serem encaminhadas para distribuição. Esse trabalho é realizado por custodiados devidamente autorizados, que recebem remição de pena e remuneração paga pela empresa contratada”, informou. 

Por fim, a Secretaria destacou que as unidades prisionais administradas pelo Depen-MG são regularmente fiscalizadas por diferentes órgãos de controle, entre eles o Grupo de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. As inspeções são periódicas, criteriosas e, em sua maioria, acompanhadas pelo próprio juiz da Vara de Execuções Criminais.

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