“Setembro Verde” é nome dado ao mês dedicado à campanha de conscientização sobre a importância da doação de órgãos. A maior dificuldade para quem espera e precisa de um órgão, ainda é a falta de doadores.
De acordo com o coordenador da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos (CIH-DOTT), Ilídio Antunes, o número de doares aumentou no segundo trimestre deste an passou de 13,1 para 14 por milhão de habitantes. No entanto, ainda está bem abaixo do que sugere a Organização Mundial da Saúde (OMS). “Houve aumento de quase 1% no número de doadores por milhão. Esse número reflete o que está acontecendo no Brasil e na nossa região”, explicou.
Ilídio salienta que há necessidade de conscientizar a comunidade, especialmente as famílias, pois o nível de recusa familiar ainda é muito alto. “A recusa familiar gira em torno de 50%. É um absurdo e inaceitável esse índice”, diz. O médico explica que quando há comoção da comunidade, as pessoas se interessam e procuram saber mais sobre como podem ajudar. “Quando uma personalidade conhecida faz uma doação ou está precisando receber um órgão, sangue ou medula, ocorre a ternura do momento. Depois, essa questão esfria um pouco e parece que fica só nisso, esperando alguma comoção, alguém que precise e não pode ser assim”, lamenta.
Para Ilídio, ainda faltam investimentos e preocupação por parte do poder público com o tema. “Fico triste porque acho que o envolvimento é zero por parte da administração pública da cidade”, lamenta o coordenador da CIH-DOTT. Entre os trabalhos realizados pela CIH-DOTT estão palestras, reuniões e entrevistas abordando esta temática. “Todo mês deveria ser ‘setembro verde’, devemos trabalhar isso o ano inteiro para que as pessoas tenham mais consciência da importância da doação”, conclui.