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Comitiva de indianos esteve no Parque Fernando Costa em visita à ExpoGenética para conhecer os avanços de raças zebuínas leiteiras
Comitiva indiana esteve no Parque Fernando Costa em visita à ExpoGenética para conhecer de perto o trabalho de melhoramento genético voltado para a produção leiteira. A delegação trouxe membros de uma grande empresa de pesquisa científica e de uma das maiores cooperativas de leite da Índia.
Os indianos foram recebidos pelo presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Zebu (ABCZ), Rivaldo Machado Borges Júnior. Durante o encontro, os visitantes assistiram a uma palestra técnica sobre a evolução das raças zebuínas no Brasil e sobre os programas de melhoramento genético da ABCZ, proferida pelo Superintendente Técnico da ABCZ, Luiz Antonio Josahkian.
O presidente da ABCZ, Rivaldo Júnior, ressaltou a importância da Índia para a história do Zebu no Brasil e colocou a entidade à disposição do país para intermediar as negociações junto ao governo brasileiro. “Foi uma reunião extremamente positiva”, avaliou.
O diretor da Banas Dairy, maior cooperativa de leite da Ásia, Shankarbhai Chaudhary, disse que está otimista e acredita que com a ajuda da ABCZ, será possível, finalmente, conseguir importar exemplares zebuínos do Brasil.
Já o representante da empresa de pesquisa indiana, NDDB, Meenesh Shah, agradeceu a iniciativa do presidente da ABCZ e espera que Brasil e índia possam estreitar cada vez mais os laços comerciais que já existem entre os dois países.
Carne. Os resultados da segunda edição do 'Zebu: Carne de Qualidade' foram apresentados durante a 15ª ExpoGenética. Ao todo, 106 animais das raças Brahman, Guzerá, Sindi e Tabapuã participaram de todas as fases de avaliação.
Desde o comportamento a pasto, até o confinamento, foram quase 300 dias de desenvolvimento na Fazenda Experimental da ABCZ até à última etapa: o abate técnico, que aconteceu no dia 25 de julho, no interior de São Paulo, no frigorífico da Minerva, parceira da ABCZ no programa.
Segundo o professor Sérgio Pflanzer da Unicamp, que apresentou os resultados, as quatro raças zebuínas que participaram das provas tiveram mais de 60% de aproveitamento de carcaça, ou seja, um rendimento de carne considerado satisfatório pelo mercado, além de valores elevados de capa de gordura e maciez.