De acordo com o proprietário de posto na cidade, José Antônio Nascimento (Totonho), a variação nos preços dos combustíveis se deve à grande concorrência dos empresários do ramo
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Preços praticados no fim de semana por postos na cidade ficaram mais baixos, na tentativa de atrair mais clientes
Consumidores observaram queda significativa no preço dos combustíveis em Uberaba, nos últimos dias. No entanto, esses valores podem voltar a subir. De acordo com o proprietário de posto na cidade, José Antônio Nascimento (Totonho), a variação nos preços dos combustíveis se deve à grande concorrência dos empresários do ramo na cidade.
No fim de semana, o litro da gasolina chegou a ser encontrado por R$3,485, enquanto o litro do etanol era comercializado por R$2,455. “O problema é que as vendas caem e os empresários abaixam os preços para tentar melhorar. Então, fica aquela concorrência: um posto abaixa, o outro também se vê na obrigação de diminuir o preço para não perder venda”, avaliou o empresário do setor.
Para Totonho, os preços que estavam sendo comercializados pelos empresários são inviáveis, tendo em vista que o lucro seria quase zero. “Inclusive, a gasolina e o álcool nas distribuidoras estão subindo, ao invés de abaixar. E agora alguns postos de Uberaba estão abaixando o preço, talvez por desespero ao ver as vendas caindo. Mas esses preços baixos não devem durar muito tempo, porque tem gente vendendo quase a preço de custo, não tem lucro e não dá para pagar funcionário. É uma situação difícil”, pontua o comerciante.
Questionado sobre os combustíveis na cidade serem vendidos bem mais caros do que o de outras cidades, Totonho disse que essa situação acontece apenas algumas vezes. “Se pegarmos a cidade de Uberlândia hoje, veremos que os preços daqui são mais baixos do que os de lá. Quando existe a concorrência como está ocorrendo aqui hoje, lá também acontece essa variação. Então, é difícil falar sobre isso; em Araxá e Belo Horizonte, às vezes encontramos preços parecidos ou mais caros com os praticados aqui”, avalia.
Reajustes. Por fim, o empresário salienta que R$3,80 é o preço mínimo que ele conseguiria fazer para comercializar a gasolina. Totonho afirma que só irá abaixar o valor de seus combustíveis se as vendas caírem consideravelmente. “Não tem condição de vender abaixo desse valor. Ninguém vive sem ganhar dinheiro, como vamos pagar as despesas? O imposto só aumenta, não diminui”, finaliza.