
Mulher vítima de violência (Foto/Ilustrativa)
Na data em que se comemora o Dia Internacional da Mulher a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) alerta para a importância do acolhimento das vítimas de violência sexual. De acordo com a SES-MG, o Estado tem 108 instituições hospitalares que fazem o acolhimento humanizado às vítimas de violência sexual, 11 delas estão localizadas no Triângulo Mineiro e Noroeste para atender as mulheres de 87 municípios.
Em Uberaba, vítimas de violência sexual contam com apoio do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Triângulo Mineiro (HC-UFTM), que tem portas abertas, tanto para pacientes de Uberaba, quanto de outros municípios que necessitem de cuidados mais avançados. Lá, as vítimas contam com acolhimento psicológico, exames e profilaxias pós exposição a infecções sexualmente transmissíveis e situações de abortamento legal. Também são feitos encaminhamentos para continuidade do tratamento em outros pontos da rede, como acompanhamento psicológico, que nesse caso, tanto pode ser feito na Unidade de Saúde de referência no território onde a vítima reside, quanto no Centro de Atenção Integrado à Saúde da Mulher (CAISM).
No caso de crianças e adolescentes, além do HC-UFTM, podem contar com o suporte do Centro de Atenção Psicossocial Infanto Juvenil (CAPS I), referência no tratamento de problemas psicológicos graves, que trabalha em parceria com o Conselho Tutelar e Assistência Social. Além disso, visando proteger vítimas de violências continuadas, reincidentes, ou que envolvem também outros tipos de violência doméstica, o Centro Integrado da Mulher (CIM) é a referência. Thalita Miranda, assistente social do CIM, explica que “é oferecido acolhimento com suporte psicossocial, sempre integrado com outros órgãos de proteção, como a delegacia da mulher e o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS)”.
Em Minas Gerais, a cada dois dias uma mulher morre vítima de violência doméstica. Em 50% dos casos, as mortes foram causadas por facas, tesouras ou canivetes. São crimes cometidos por maridos, namorados, ex-companheiros, entre outros. Em todo o Brasil, somente em 2021, 3.878 mulheres foram vítimas de homicídio. Os casos registrados como feminicídio, que é quando a vítima é assassinada pelo fato de ser mulher, chegaram a 1.341, segundo o Anuário Brasileiro de Segurança Pública.
De acordo com um relatório da Polícia Civil de Minas Gerais, 155 mulheres foram vítimas de feminicídio naquele ano. Em 2022, foram 163, além de outras 195 tentativas de feminicídio.