A construção de viadutos pode ser a saída para desobstruir o complicado trânsito uberabense. É o que afirma o secretário de Defesa Social, Glorivan Bernardes. Noticiado em primeira mão na coluna Alternativa, da jornalista Lídia Prata, o chefe da pasta afirmou ainda que é impraticável a “onda verde” no Centro de Uberaba.
Em suma, Bernardes explica que a construção de viadutos daria fim aos cruzamentos, sendo os principais localizados nas avenidas Leopoldino de Oliveira e Fidélis Reis. Segundo Glorivan, a solução para o caos no trânsito daquela região é justamente um viaduto interligando a rua Major Eustáquio à Fidélis Reis. “Viadutos eliminam cruzamentos! Não havendo cruzamentos, não há semáforos”, afirma o secretário. Apesar de polêmica, pode ser uma opção e acabar evitando gravíssimas colisões, como as registradas no início de 2022.
O secretário ainda explicou em reunião na Aciu sobre a polêmica “onda verde”, assunto antigo requisitado pelos comerciantes no Centro da cidade. Segundo a coluna Alternativa, os empresários lembraram que no governo passado havia uma promessa de implantação de “onda verde” no centro, custeado com recursos da vencedora da licitação para exploração do estacionamento rotativo, o que não ocorreu.
Porém, o secretário deixou claro que desconhece a destinação do investimento de R$ 4,5 milhões e que a aplicação da onda verde é impossível.
O projeto da “onda verde” vem sendo discutido desde 2018, quando o então prefeito Paulo Piau afirmou que o projeto já estava pronto e os acertos começariam a ser feitos para implantar a tecnologia nas avenidas principais do sistema.
Ele explicou que a compra dos equipamentos estava sendo feita com os recursos viabilizados com a concessão do gerenciamento da Área Azul. A licitação foi finalizada e a empresa vencedora pagou R$4.651.142,31 para explorar as vagas de estacionamento rotativo. A expectativa era de que os semáforos sincronizados estivessem prontos em 2019 para diminuir o tempo de parada dos ônibus nos cruzamentos e proporcionar maior fluidez ao trânsito com a “onda verde” nas principais vias.
O antecessor de Glorivan na pasta, Wellington Cardoso, esclarece que essa verba nunca foi destinada à implantação da onda verde. “Nem tem como implantar a onda verde. Isso foi explicado várias vezes. O que dá para fazer é uma onda por trecho, como foi feito a partir do final de 2019. Esses R$ 4,5 milhões entraram nos cofres da Prefeitura. A Fazenda deve ter os registros”, informa.