CIDADE

Conta de energia revolta costureira

Publicado em 26/01/2010 às 21:13Atualizado em 20/12/2022 às 08:29
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Costureira residente na Vila Maria Helena procurou o Jornal da Manhã, revoltada com a Cemig e com o Procon, na tarde de ontem. Segundo ela, a companhia energética não está realizando as leituras na hora de calcular o consumo da sua residência. Por outro lado, ela afirma que o advogado do órgão de defesa do consumidor a teria maltratado durante atendimento para resolver o problema com sua conta.

De acordo com Karla Adriana de Oliveira, 38 anos, como o medidor da Cemig fica na varanda da casa onde mora, que é alugada, nem sempre o responsável pela leitura realiza o serviço. Com isso, ela nunca sabe se está pagando o valor de acordo com o que consumiu. De dezembro para janeiro, a fatura pulou de R$ 25,47 para R$ 61,35, um aumento de 140%, “Até colocamos um cartaz, pedindo que ele toque a campanhinha. Mas, o funcionário nunca faz isso. Para ele entrar e fazer a leitura, eu preciso ficar plantada vigiando a hora dele passar em frente a minha casa”, revelou.

Mesmo se recuperando de uma cirurgia, Karla se deslocou até a Cemig na tentativa de resolver o problema. “Pediram-me para voltar para casa e anotar os números do medidor. Quando eu retornei, me disseram que não podiam fazer nada”, lamenta, revoltada com a situação. “A Cemig afirma que ele calcula pelas médias, mas para mim o funcionário está chutando e colocando os valores lá”, completou.

Ao procurar o Procon, Karla conta ter ouvido que nada poderia ser feito, uma vez que a conta não está em seu nome e sim no nome do proprietário do imóvel. Até aí, segundo ela, tudo bem. No entanto, durante o atendimento, a costureira alega ter sido maltratada pelo advogado do órgão. “Se não podem me ajudar, não precisam de me destratar”, desabafou.

Procurado pela reportagem, o coordenador do Procon, Sebastião Severino Rosa, rebateu as acusações, mesmo reconhecendo que muitas vezes o atendimento pode apresentar falhas. “Já vi muitos consumidores reclamando da demora, pois há dias em que o movimento é mais intenso. Mas, não creio que um funcionário tenha maltratado alguém que viesse procurar ajuda. Eles são preparados para esse tipo de situação”, garantiu, dizendo ter conversando com o advogado acusado pela costureira e o mesmo negou as acusações. “Na verdade, ela não poderia nem ter sido atendida, já que a conta não está em seu nome. O que o advogado fez, foi tentar ajudar, uma vez que a consumidora está doente. Ainda assim, o atendimento ficou claríssimo”, reforçou.

Até o fechamento desta edição, o responsável pela assessoria da Cemig não havia sido localizado para comentar o assunto.

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