O coordenador da Central de Regulação do SUS Fácil, José Natal, admite que realmente existem muitos pacientes nas UPAs. Ele diz que o problema é a falta de vagas. “A responsabilidade em dispor de leitos é do município e não há uma evolução no número de vagas. Aumentou a demanda, mas os leitos continuam os mesmos. A situação está tão delicada que nem mesmo é possível encontrar leito na rede particular. O Estado pode pagar vagas, mas não encontra”, explica o coordenador, lembrando que em alguns períodos do ano a situação fica pior.
Já a assessoria de imprensa do Hospital de Clínicas informa que o hospital está trabalhando com 200% de lotação no pronto-socorro, área que recebe os casos de urgência e emergência remetidos pelas UPAs. “A taxa de ocupação do PS oscila entre 180% e 200% já há alguns anos. Devido à superlotação, ocorre a priorização de casos de maior urgência”, explica a assessoria do HC em nota enviada ao Jornal da Manhã.
Assim, o paciente em questão, a partir dos dados fornecidos na instituição de origem, está estabilizado. O alto número de casos de maior gravidade, somado à superlotação, tem justificado, portanto, a demora na disponibilização da vaga. A assessoria informa ainda que o paciente não foi classificado como vaga zero pela Central de Regulação.
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