Corte do transporte de estudantes da zona rural prejudica início das aulas no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). Os alunos são de comunidades como Capelinha do Barreiro
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Transporte de alunos da zona rural para o IFTM era feito pela Prefeitura, que diz não ter mais condições de manter o serviço
Corte do transporte de estudantes da zona rural de Uberaba prejudica início das aulas no Instituto Federal do Triângulo Mineiro (IFTM). Os alunos são de comunidades como Capelinha do Barreiro, Santa Rosa, Totonho de Moraes e retornariam de férias na segunda-feira (6), mas a maioria não foi à escola por falta do transporte, cancelado pela Prefeitura Municipal.
A preocupação dos pais é que se os estudantes faltarem nos primeiros dias de aula, correm o risco de perder a vaga na instituição. Jacira Souza Araújo executa o serviço geral de uma fazenda na região e disse à reportagem que nem um dos estudantes que moram na zona rural foi informado com antecedência de que não haveria mais o transporte para o instituto. “Durante todo o ano passado os incentivamos a estudar em uma escola melhor e conseguimos, após realizarem as provas para entrada. Então, estava tudo certo, inclusive o transporte deles”, afirma. Nesse mesmo sentido, segue a queixa da dona de casa Kênia Márcia Guimarães, que tem o filho matriculado no segundo ano do ensino médio em período integral. “Aqui são todos simples, sem condições de bancar o transporte”, alega.
Jacira Souza salienta que a informação que elas têm é que a Prefeitura não tem mais condições de arcar com os custos de uma responsabilidade estadual. “A resposta que a [secretária] Silvana Elias deu foi essa: o Estado é que tem a obrigação de fazer o transporte, porque a responsabilidade deles é só com os alunos do município”, afirma. Ela acrescenta que a secretária reforçou a existência da escola da Capelinha, mas confessa que a desorganização é muito grande para permitir que o filho dela, menor de idade, frequente a instituição municipal à noite. “A escola à noite é uma bagunça, eles ficam soltos pela escola, sem aula e sem monitoramento”, revela.
Em nota encaminhada à reportagem, a Secretaria de Estado da Educação esclarece que gerencia apenas as escolas estaduais de educação básica de Minas Gerais. “Os institutos técnicos federais são de responsabilidade do governo federal e não do governo do Estado”, diz trecho da nota.
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