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Cotação Do Dólar Alcança Novas Alturas

O mês de Setembro foi marcado pela incessante subida do valor da moeda americana.

Jayme Brener
Publicado em 09/10/2014 às 16:31Atualizado em 17/12/2022 às 03:18
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Antes da eleição presidencial, a cotação do dólar atingiu novas alturas a quase todo dia. O mês de Setembro foi marcado pela incessante subida do valor da moeda americana que começou em 2,23 e está alcançando recentemente níveis acima de 2,45. Isso implica em desvalorização do Real de 10% em pouco menos de quatro semanas. Considera-se, esta, uma ocorrência rara em tempos de grande estabilidade cambial posterior à crise econômica de 2008 e 2009.   Os motivos da alta do dólar podem ser atribuídos a três fatores principais. Primeiro, as publicações das pesquisas sobre as intenções de votos realizadas pela Datafolha e pela Sensus antes da eleição não agradaram aos mercados financeiros. As chances da candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), vinham melhorando significativamente comparadas aos resultados dos candidatos Marina Silva (PSB) e Aécio Neves (PSDB). Boa parte dos investidores não acredita que a política econômica petista consiga produzir maiores taxas de crescimento a curto prazo e retirou capital do mercado, fato que elevou a cotação do dólar. Com uma possível reeleição da Presidenta da República, especialista vêem a possibilidade de ultrapassar a marca de 2,50, valor atinigido pela última em abril de 2005.   Segundo, os dados fundamentais da economia brasileira são negativas, não havendo previsões de crescimento superior à 1% para 2014, salve um impacto externo positivo. Alguns economistas estimam que o PIB poderia até estagnar. Esta tendência já estava previsível ao longo dos últimos 12 meses quando um crescimento moderado foi acompanhado por taxas de inflação crescentes que chegaram perto do limite superior de 6,5% por ano. Isso forçou a intervenção do Banco Central que, como principal medida, adotou um aumento de juros. A curto prazo, os juros altos atrairam especuladores estrangeiros, levando a uma depreciação do dólar americano no primeiro semestre deste ano. O desenvolvimento se reverteu recentemente com a falta de melhora sustentável em vista.    Terceiro, as perspectivas para a economia americana são cada vez mais positivas. Com isso, as chances da Federal Reserve (Fed), banco central americano, aumentar os juros cresceram o que levou a um influxo de capital nos EUA, com investidores antecipando o possível acontecimento. Esta tendência não somente elevou a cotação do dólar frente ao Real brasileiro, mas também comparado a outras moedas internacionais como o Euro ou a Libra Esterlina da Grã Bretanha.    A desvalorização da moeda doméstica sempre significa também uma chance para a economia brasileira. Enquanto importações encarecem e compras no exterior ficam menos acessíveis para a grande maioria da população, todas as empresas do ramo da exportação se beneficiam com este desenvolvimento, tornando os produtos brasileiros mais competitivos no exterior, já que recebem mais Reais pelos seus dólares.   Os consumidores que preferem de realizar suas compras do final de ano fora do país ou pretendem fazer reservas para viagens aos EUA, precisam tomar um cuidado maior para não acabar pagando muito mais do que deviam. É preciso observar a cotação do dólar atentamente para identificar o momento mais apropriado da compra e pagar um preço mais justo.   A participação de Aécio Neves no segundo turno e as expectativas cada vez mais positivas para o candidato tucano já provocaram uma contrarreação com a cotação do dólar se aproximando mais da marca de 2,40. Portanto, esta tendência também só pode compreendida como momentânea já que tudo indica que o rumo do valor do dólar americano no futuro próximo dependerá do resultado do segundo turno.   Por Jayme Brener (Mtb 19.289)  

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