Sindicomércio defende fiscalização de ambulantes e produtos sem comprovação de origem
A proximidade da Copa do Mundo já começa a refletir no comércio de Uberaba. Além da expectativa de crescimento nas vendas para o Dia dos Namorados e para as festas juninas, lojistas observam aumento na procura por camisas da Seleção Brasileira e outros produtos relacionados ao torneio.
(Foto/Reprodução)
(Foto/Divulgação)
Levantamento realizado pelo Jornal da Manhã identificou camisetas personalizadas para a Copa sendo vendidas entre R$ 23 e R$ 70 em lojas da região central da cidade. Em estabelecimentos de bairros mais afastados, os preços variam de R$ 30 a R$ 80, dependendo do modelo e da qualidade do produto.
Em entrevista ao programa Pingo do J, da Rádio JM, o secretário-executivo do Sindicomércio, Thiago Árabe, afirmou que a Copa do Mundo tem potencial para impulsionar as vendas em diferentes segmentos do varejo, inclusive por coincidir com outras datas importantes para o comércio. “Às vezes a namorada quer dar para o namorado uma camisa do Brasil, alguma coisa assim. Então acho que isso é um sinal do porquê que está tendo esse aumento”, comenta.
Segundo ele, a movimentação já pode ser percebida em diversos centros comerciais do país. Árabe citou reportagens realizadas na região da Rua 25 de Março, em São Paulo, mostrando o crescimento da procura por camisas da Seleção. “O pessoal estava nas ruas da 25 de Março mostrando a questão da venda das camisas do Brasil. As vendas estão a todo vapor. Não sei se o pessoal está acreditando se a gente vai ser campeão ou não. Mas comprar a camiseta, está comprando”, afirma.
Além das camisas, a expectativa é que acessórios temáticos, bandeiras, copos, bonés e outros produtos relacionados à Copa também ganhem espaço nas vitrines ao longo das próximas semanas.
Ao mesmo tempo em que o interesse pelos produtos ligados à Seleção cresce, o setor formal demonstra preocupação com a atuação de vendedores ambulantes que comercializam camisetas sem nota fiscal ou comprovação de procedência.
Durante a entrevista, Árabe defendeu a fiscalização do comércio irregular e destacou que a prática gera concorrência desleal com empresas que atuam dentro das normas legais. “Esse pessoal não paga imposto. Esse pessoal, a gente não sabe a origem. Pode ser um contrabando de camisas. O empresário que é regular paga seus impostos e, consequentemente, tem um custo maior”, disse.
Segundo ele, a proximidade da Copa tende a ampliar a presença desse tipo de comércio, especialmente em áreas de grande circulação de pessoas.
Para o setor varejista, a combinação entre Copa do Mundo, Dia dos Namorados e festas juninas cria um ambiente favorável para o aumento do consumo ao longo de junho. A expectativa é que a movimentação beneficie diferentes segmentos e contribua para aquecer as vendas em um dos meses mais importantes do calendário comercial.