CIDADE

Desperdício de água deixa a população indignada

Para leitores do Jornal da Manhã, a Prefeitura de Uberaba deveria fiscalizar e punir, com multas pesadas, todas as pessoas que estão utilizando água tratada para limpeza

Geórgia Santos
Publicado em 14/09/2014 às 13:31Atualizado em 17/12/2022 às 03:42
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Nos últimos dias, equipe de reportagem do Jornal da Manhã vem recebendo imagens e reclamações de leitores inconformados com atitudes de desperdício de água. São pessoas limpando a calçada com ajuda da mangueira, enquanto outras se preocupam com a possibilidade de faltar água na cidade. Apesar de garantir que o abastecimento está normal, o Codau não descarta a possibilidade de decretar Estado de Emergência de Desabastecimento e aplicar multas àqueles que desperdiçarem.

O leitor Sérgio Barros encaminhou ao JM denúncia de falta de respeito com o semelhante. “Fico espantado com o desperdício de água da população, que joga, todos os dias, milhares de litros de água potável fora nas calçadas. Isso é uma falta de respeito e de educação que só vai acabar no dia em que a Prefeitura fiscalizar e punir com multas pesadas. Em minha opinião, a PMU deveria estipular dia e hora para que as pessoas pudessem lavar a calçada com água, fora disso seriam multadas. Só sentindo no bolso é que as pessoas se sensibilizam”, afirma.

Outro leitor encaminhou à redação foto de uma pessoa lavando o passeio, o que, segundo ele, demonstra que os uberabenses estão lavando passeios com água tratada em plena seca. Assim como Sérgio, ele chamou a atenção do Codau para multar as pessoas que desperdiçam.

A situação foi repassada ao presidente do Codau, Luiz Guaritá Neto, que confirmou a possibilidade de adotar medidas mais drásticas para quem desperdiça, mas essa não é a intenção. “Esse é um problema de consciência: o que nós gastamos de água por dia é considerado uma absurdo e o que gastamos aqui, em Uberaba, é quase o dobro do que as pessoas gastam em outros países no consumo de litro diário. Entretanto, o mais interessante é que algumas pessoas ainda são conscientes: flagrei situações em que o vizinho estava chamando a atenção do outro para o desperdício. A primeira fiscalização vem da própria sociedade. O momento é muito crítico para usar a água de forma que não seja a prioritária; lavar carro ou o passeio não é prioridade”, diz.

Segundo Luiz Neto, a última alternativa é o decreto de Estado de Emergência de Desabastecimento. Caso isso aconteça, é possível tomar diversas atitudes, entre elas, fiscalização e punição daqueles que estão desperdiçando. “Ainda não adotamos essa medida porque até o momento não é preciso racionar. Apesar de estarmos no limite, a distribuição de água está acontecendo para toda cidade, mas o prefeito Paulo Piau disse que, se houver necessidade, não vai deixar de tomar essa atitude. Antes de chegar a esse ponto, estamos trabalhando a consciência da população”, afirma.

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