CIDADE

Direção do Hélio Angotti nega fechamento, mas admite cortes

Assunto chegou a ser ventilado durante esta semana, mas diretor da instituição, José Carlos, nega qualquer possibilidade de fechamento, admitindo cortes de gratificações e salários

Geórgia Santos
Publicado em 23/08/2015 às 19:11Atualizado em 16/12/2022 às 22:40
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Hospital Dr. Hélio Angotti não cogita “fechar as portas” por conta de dificuldades financeiras. O assunto chegou a ser ventilado durante esta semana, mas o diretor da instituição, José Carlos de Almeida, nega qualquer possibilidade de fechamento, admitindo cortes de gratificações e salários e até restrição no atendimento de pacientes de cidades que não são pactuadas.

De acordo com dados repassados pela assessoria de imprensa do Hospital Dr. Hélio Angotti, o custo atual mensal do hospital é de algo em torno de R$4 milhões e o Sistema Único de Saúde cobre menos da metade deste custo, remunerando o hospital com cerca de R$1,8 milhão. O déficit anual em 2014 foi de R$16,8 milhões; porém, com as doações recebidas (R$12,3 milhões), foi possível reduzir o déficit para R$4,5 milhões no ano.

Com relação ao ano de 2015, no primeiro semestre o déficit já é superior a R$700 mil/mês. Somente para a compra de medicamentos e materiais hospitalares são destinados aos mais de 4.100 pacientes em tratamento cerca de R$1 milhão por mês. A conta não fecha porque de cada R$100 investidos no tratamento, o hospital recebe do SUS apenas cerca de R$60.

“O país passa por um momento delicado na economia e um hospital, que também é uma empresa, enfrenta dificuldades. Portanto, é preciso deixar claro que o hospital não vai fechar por conta desta situação e o que estamos fazendo para melhorar a realidade é tentar negociar com Estado e município para melhorar o repasse ao hospital, para que passamos passar a receber a quantia certa pelo que atendemos”, explica o diretor José Carlos.

Segundo o diretor, é preciso melhorar a contratualização com o município. Hoje o hospital recebe a quantia fixa de R$295 mil por mês na média complexidade, contudo, seria necessário um valor de cerca de R$1,1 milhão para ser compatível com o que é atendido. “Atendemos pacientes de 180 cidades, porém recebemos orientações da Secretaria Municipal de Saúde de Uberaba para que atendêssemos apenas aos 27 municípios da macrorregião. Os demais somente poderiam ser atendidos se fizessem um pacto com o município. Os pacientes de fora que estão sendo tratados permanecem, mas, como temos uma extrapolação, será preciso restringir”, afirma o diretor.

Além disso, o diretor revela que, por orientações do presidente do Hospital Dr. Hélio Angotti, Délcio Scandiuzzi, não haverá mais pedidos de empréstimos, para evitar o endividamento. “Foi feito um planejamento interno, já estão sendo promovidos cortes, como gratificações e salários, mas o hospital jamais vai deixar de existir”, afirma.

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