ADOÇÃO CONSCIENTE

Eficiência do processo garante sucesso nas adoções em Uberaba, diz promotor

Rafaella Massa
Publicado em 15/08/2023 às 19:01Atualizado em 15/08/2023 às 20:12
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Promotor André Tuma, da Infância e Juventude (Foto/Arquivo JM)

Promotor André Tuma, da Infância e Juventude (Foto/Arquivo JM)

A adoção pode ser um novo começo para diversas crianças e adolescentes. Apesar de parecer complexo e extenso, o processo procura trazer segurança e proteção para os menores em vulnerabilidade. O promotor da Infância e Juventude, André Tuma, pontua que o sistema em Uberaba é bastante eficiente, o que garante o aumento nos casos bem-sucedidos de adoção.  

Atualmente, Uberaba conta com cerca de 40 pretendentes a adoção. Em termos de Brasil, são 33 mil pretendentes para pouco mais de 4.500 crianças. Apesar de serem mais pais aptos a adoção do que crianças disponíveis para adoção, André Tuma ressalta que devem ser levados em conta o perfil procurado pelos pais. "98% desses 33 mil querem crianças abaixo dos 10 anos de idade. Mais da metade deles quer crianças abaixo de 4 anos de idade. E no perfil dessas 4.500 crianças, mais de 60% têm 10 anos ou mais. Os 40% abaixo dos 10 anos vão ter outras especificidades, por exemplo, grupos de irmãos, alguma doença, alguma deficiência. Mas mesmo assim conseguimos fazer histórias de construção de vínculos lindíssimos", explica. 

Ao Jornal da Manhã, o promotor reforçou que o sistema de preparação para adoção em Uberaba é eficiente a ponto de casos de abandono ou “devolução” serem escassos. Em 10 anos, foram realizadas mais de 300 adoções na cidade e nenhum caso de devolução. O processo uberabense é considerado exemplo a nível nacional, como relata o promotor. 

“Temos um sistema de preparação que envolve o GIPA (Grupo Interinstitucional Pró-Adoção) que cuida dessas oficinas preparatórias. São nove oficinas quinzenais, quase um semestre em que o pretendente fica tendo várias oficinas sobre vários temas. Nós temos um sistema que é realmente muito bom, ao ponto de várias cidades do entorno procurarem os nossos habilitados. Isso tanto no pré, durante e no pós-adoção. O Graau (Grupo de Apoio à Adoção em Uberaba) tem um trabalho significativo no acompanhamento das famílias após a adoção”, ressalta Tuma. 

Apesar dos números destoantes, Tuma reforça a necessidade de respeitar o perfil procurado pelos pais, para que casos de devolução não ocorram. "Você tem que adotar aquilo que você dá conta, aquilo que condiz com seu coração. Não adianta mudar o seu perfil para você ter uma adoção rápida, isso é uma bobagem é o tipo de atropelo que vai dar errado lá na frente. Mas também temos a obrigação de falar que quanto mais restritivo esse perfil, mais tempo vai demorar", analisa. 

O promotor ainda propõe um questionamento sobre a aceitação das crianças em relação aos pais, que muitas vezes não é pautado. "Cada criança vai ter sua história de vida, como a gente fala, sua mochilinha. Até porque nós adultos temos a nossas, mesmo que ninguém fale disso. Tínhamos que perguntar as crianças se elas queriam adotar a gente com o tanto de problema que nós temos", finaliza. 

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